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Soja: notícias da semana e o reflexo do memorando chinês

A China sinalizou a redução no volume de importações de farelo de soja e os preços futuros do grão passaram a cair na Bolsa de Chicago
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China e Estados Unidos foram os protagonistas da semana no cenário mundial da soja. A manhã de quarta-feira (21/04), começou com os preços internacionais da soja futura ampliando os ganhos na Bolsa de Chicago (CBOT). As principais cotações registravam movimentações positivas entre 0,25 e 1,50 pontos por volta das 08h41 (horário de Brasília).

O vencimento maio/21 era cotado à US$ 14,73 com valorização de 1,50 pontos, o julho/21 valia US$ 14,58 com elevação de 0,75 pontos, o setembro/21 era negociado por US$ 13,36 com estabilidade e o novembro/21 tinha valor de US$ 12,99 com alta de 0,25 pontos.

Segundo informações do site internacional Farm Futures, os preços da soja seguiram a alta do milho, já que o inverno interrompeu o trabalho de campo em muitas áreas dos Estados Unidos, o que desencadeou uma rodada de compras técnicas que empurrou os preços mais para cima.

As notícias, até então, giravam em torno das informações do USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos), publicadas na segunda-feira (19/04), dizendo que 3% da safra foi plantada até domingo, o que estava em linha com as expectativas dos analistas e à frente da média dos últimos cinco anos de 2%. Mississippi (15%), Arkansas (12%) e Louisiana (10%) fizeram o maior progresso entre os 18 principais estados de produção até o momento.

A publicação destacava também que, o mau tempo, com chuva e neve, manteria os fazendeiros fora do campo. “Tempo mais frio do que o normal, com cerca de um centímetro de umidade chegando, já que a neve úmida e a chuva leve no fim de semana vão atrasar o plantio por mais 5 dias, pelo menos. Não espere ver muito milho ou soja plantados antes de 25 de abril”, nas palavras de um agricultor ouvido pela Farm Futures.

Mas, um pouco mais tarde, na quarta-feira (21/04), as notícias atualizadas mudaram um pouco o cenário. Às 09h44 (horário de Brasília). Os preços internacionais da soja futura passaram a cair na Bolsa de Chicago (CBOT) após a publicação de um memorando do governo chinês. As principais cotações registravam movimentações negativas entre 2,25 e 3,50 pontos. Assim, a pressão de demanda superou preocupações com o clima nos EUA. 

O vencimento maio/21 era cotado à US$ 14,69 com queda de 2,25 pontos, o julho/21 valia US$ 14,55 com perda de 2,50 pontos, o setembro/21 era negociado por US$ 13,33 com baixa de 3,25 pontos e o novembro/21 tinha valor de US$ 12,96 com desvalorização de 3,50 pontos.

De acordo om o site internacional da Farm Futures, os preços da soja caíram durante e após o memorando da China sobre a redução das rações de farelo de soja para suínos e aves. 

Para a analista Jacqueline Holland, “os ganhos no complexo da soja foram silenciados à medida que os mercados digeriam uma possível mudança nos fluxos globais de grãos e o clima frio em curso, reduzindo as taxas de germinação nos EUA”.

Recomendação chinesa: Redução de milho e farelo de soja na ração de suínos e aves

Uma medida que poderia reformular o fluxo de grãos para o maior comprador mundial de milho e soja. O fato é que os fabricantes de ração chineses já estão trocando o milho por alternativas mais baratas, especialmente o trigo, depois que o grão subiu mais de um terço no ano passado, após uma queda na produção de milho e nos estoques do estado. 

As importações de milho – grão usado em grande parte na alimentação animal – pela China aumentaram na tentativa de compensar o déficit doméstico. O Ministério da Agricultura e Assuntos Rurais disse em um comunicado em seu site que as novas diretrizes visam melhorar o uso de matérias-primas disponíveis e criar uma fórmula que melhor se adapte às condições da China. 

Os dados do Ministério da Agricultura mostram que a China consome cerca de 175 milhões de toneladas de milho para ração animal a cada ano, mas isso deve aumentar à medida que mais gado é criado em fazendas intensivas com ração industrial. Também importa cerca de 100 milhões de toneladas de soja para transformar em farelo de soja para animais. 

Ainda segundo o ministério, o arroz, a mandioca, o farelo de arroz, a cevada e o sorgo também eram alternativas adequadas ao milho, enquanto farelo de colza, farelo de algodão, farelo de amendoim, farelo de girassol, grãos secos de destilaria, farelo de palma, farinha de linhaça, farelo de gergelim e subprodutos do processamento de milho eram boas opções para substituir o farelo de soja. 

De acordo com Li Hongchao, analista sênior do site de comércio Myagric.com., “as diretrizes podem afetar apenas as empresas que não acompanharam a tendência de substituição”.

Fonte: Equipe Agrovenki/Apoio Notícias Agrícolas