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Extensão do prazo do zoneamento agrícola do milho

Estados aguardam posicionamento da Ministra da Agricultura nesta sexta-feira
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Áudio

O secretário de Agricultura do Paraná, Norberto Ortigara, solicitou ao MAPA (Ministério da Agricultura Pecuária e Abastecimento) a extensão do prazo do zoneamento agrícola do milho, solicitando à Ministra da Agricultura, Tereza Cristina, um compartilhamento de risco.

Segundo ele, tanto o Paraná quanto todo o Brasil depende da segunda safra. “O mercado internacional quer o nosso milho e a estimativa é a de exportar acima de 35 milhões de toneladas de grão de milho”. Além disso, o consumo interno é crescente e as cadeias alimentares precisam muito desse insumo para atender à produção de porco, frango, peixe e o rebanho leiteiro.

Também aguardando da ministra uma reposta ao apelo, está o Estado do Mato Grosso. O impasse a agora é com relação ao rigor técnico e depois de várias tentativas de ajustes no zoneamento climático. “Não é porque atrasou que vou mudar o zoneamento, dando a conotação de perda de credibilidade no mercado”. A semeadura do milho também está atrasada no Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, São Paulo e Minas Gerais.

Ocorreu atraso na colheita em virtude do atraso no plantio da soja. Isso empurrou a semeadura do milho para o fim da janela ou para um período sem janela. A cadeia alimentar da pecuária está prestes a sofrer um baque grande. “Nesta semana”, de acordo com o comparativo do secretário, “o milho chegou a 28% plantados em uma área total de 2,3 milhões de hectares no Estado do Paraná. Nem um terço plantando, isso é algo inimaginável para o mês de março, pois em anos anteriores, nessa mesma época, o plantio já havia atingido 70% da área plantada”.

Mudanças e reflexos

Alterações no Zoneamento Agrícola causam impactos ao Banco Central (BC), que é gestor do Proagro, à Secretaria de Política Agrícola (SPA), gestora do Programa de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural (PSR) e também ao Tesouro Nacional, que é fonte das subvenções. Dessa forma, solicitações de mudanças precisam ser analisadas pelo Ministério da Economia e pelo BC, além da equipe técnica do Ministério da Agricultura. Geralmente, o zoneamento não sofre modificações com a safra em andamento.

Fonte: Secretaria de Agricultura do Paraná