Tecnologias para o fortalecimento da cadeia de valor da castanha-do-brasil

O arranjo TechCast conta com 23 projetos, sendo que nove já estão em execução, com o objetivo de gerar, adaptar e integrar ferramentas tecnológicas e sociais
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A castanheira ganhou notoriedade devido ao sucesso da sua semente, conhecida como castanha-do-brasil, castanha-do-pará ou castanha-da-amazônia. A coleta da castanha é uma atividade importante para as comunidades da Amazônia, sendo a principal fonte de renda para cerca de 55 mil pessoas. No entanto, o sistema de produção ainda é caracterizado pelo baixo nível tecnológico, principalmente no que diz respeito às condições de armazenamento e manipulação do produto antes de entrar na indústria. Restrições de mercado também existem com relação à sustentabilidade ecológica da atividade e à qualidade do produto comercializado. 

Vários estudos voltados para a cadeia produtiva da castanha-da-amazônia já foram realizados. Alguns resultados, como o monitoramento da sustentabilidade da coleta dos frutos, práticas e diretrizes para a coleta, secagem e armazenamento das amêndoas e práticas silviculturais para melhoria da produção estão disponíveis. Mas, ainda faltam avanços na adaptação e validação dessas práticas para as diferentes realidades de coleta e logística existentes na Amazônia. 

Nesse contexto, foi criado o arranjo TechCast, que conta com 23 projetos, sendo que nove já estão em execução. O objetivo do arranjo é gerar, adaptar e integrar ferramentas tecnológicas e sociais para promover o fortalecimento da cadeia de valor da castanha-do-brasil, trabalhando conservação, manejo, comunicação e oportunidades de mercado com a finalidade de melhoria na eficiência produtiva e desenvolvimento social e econômico na Amazônia. As ações de pesquisas e desenvolvimento são realizadas no Acre, Amapá, Amazonas, Mato Grosso, Pará, Rondônia e Roraima. 

tecnologias para o fortalecimento da cadeia de valor da castanha do brasil
Castanha-do-brasil – Foto: CAVALCANTI, Lúcio Rogério Bastos
Soluções tecnológicas para a castanha-do-brasil

A produção extrativista da castanha-do-brasil, espécie nativa da Amazônia recomendada em dietas alimentares devido ao seu alto teor de proteína e presença de antioxidantes, requer a aplicação de boas práticas para atender os padrões de qualidade tanto das indústrias nacionais quanto do mercado internacional. Para exportar o produto, há tolerância zero à presença de aflatoxinas, substâncias produzidas por alguns fungos presentes naturalmente no solo da floresta. Boas práticas para obtenção de uma castanha com qualidade ainda na floresta geram renda ao produtor e garantem segurança aos consumidores. 

Em função do sistema produtivo da castanha-do-brasil ser baseado em um modelo de extrativismo tradicional, em sua grande maioria, problemas como oxidação ou ranço, podridões por microrganismos e a contaminação por microtoxinas comprometem a qualidade do produto, prejudicando sua comercialização. 

A Embrapa desenvolveu e validou boas práticas com o objetivo de melhorar a qualidade da castanha-do-brasil e garantir a segurança do alimento. Recomendam-se, portanto, práticas desde o planejamento antes da coleta dos frutos até a secagem, armazenamento e transporte do produto coletado. 

E quem ganha com isso são os extrativistas, agricultores familiares associados ou não em entidades de classe, indústria de alimentos, cooperativas ligadas à cadeia produtiva da castanha-do-brasil, consumidores. 

Aumento na receita da ordem de 17% no preço pago pela lata da castanha-do-brasil manejada com boas práticas em relação à castanha não manejada. Renda com produto sem agregação (R$31,99 por lata). Renda com produto com agregação (R$37,33 por lata). 

A marca “castanha manejada” ganha força na certificação da castanha orgânica que é comercializada. Contribui para melhoria das condições de vida no âmbito da propriedade rural com potencial para o aumento da renda do extrativista e para a melhoria da qualidade do produto final com vista na saúde e segurança alimentar. 

Parceiros: Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresa (SEBRAE – Acre), Cooperativa Central de Comercialização Extrativista do Acre (COOPERACRE), Secretaria de Estado de Extensão Agroflorestal e Produção Familiar (SEAPROF) e Associação Brasileira das Entidades Estaduais de Assistência Técnica e Extensão Rural (ASBRAER). 

Fonte: Embrapa Acre 
Crédito das fotos: CAVALCANTI, Lúcio Rogério Bastos

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