Um novo sistema de vibração que aumenta a capacidade para realizar ensaios de desempenho de embalagens e produtos durante o transporte e distribuição acaba de ser colocado em operação pelo Centro de Tecnologia de Embalagem (Cetea) do Instituto de Tecnologia de Alimentos (Ital). O projeto é fruto do investimento de aproximadamente R$ 303 mil a partir de diferentes projetos de fomento, a inauguração é mais uma ação do órgão de pesquisa da Agência Paulista de Tecnologia dos Agronegócios (Apta), da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, dentro do Programa de Metas do governo estadual.
O pesquisador Tiago Dantas, que integra o corpo técnico do Cetea dedicado a PD&I em transporte e distribuição, além de ser diretor do Núcleo de Inovação Tecnológica (NIT) do Ital ressalta a potência do projeto. “Esse sistema de vibração, assim como o que temos em uso há mais de 30 anos, permite a realização de ensaios de vibração senoidal e randômica, porém o novo possibilita ainda faixas de aceleração e frequências superiores, ampliando nosso escopo de atuação”.
As primeiras aquisições do sistema foram feitas com verbas do Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT): acelerômetros e plataforma de alumínio de 1 m² com aproximadamente R$ 46 mil do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) através de edital de apoio à manutenção de equipamentos do CT-Infra 02/2003; unidade hidráulica e atuador com R$ 80 mil da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep) via Sistema Brasileiro de Tecnologia (Sibratec) e Rede Nacional de Análise de Alimentos (Renali) em 2012.
Já a Fundação de Amparo à Pesquisa de SP (Fapesp) financiou o restante do investimento através do Plano de Desenvolvimento Institucional em Pesquisa (PDIP) do Ital com aproximadamente R$ 95 mil. Isso possibilitou a adaptação de uma sala anexa ao Laboratório de Embalagens para Transporte e Distribuição do Cetea, a qual recebeu a unidade hidráulica do sistema e, também, a construção de uma base sísmica em concreto armado de quase 40 toneladas para fixação do atuador, cuja interface é feita por um controlador adquirido por R$ 82 mil e que integra o programa de Equipamentos Multiusuários (EMU).
Economia de R$ 1,2 milhão com o novo sistema
De acordo com Tiago, cada componente foi adquirido separadamente em função do elevado custo de sistemas prontos disponíveis no mercado. “Considerando-se apenas os componentes do sistema de vibração (plataforma, unidade hidráulica, atuador e controlador), foi possível uma economia de aproximadamente R$ 1,2 milhão, visto que um sistema similar pronto disponível por fabricantes de equipamentos para laboratório pode custar por volta de US$ 300 mil”, afirma.
Fonte: SAA
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