A oportunidade de viabilizar ideias inovadoras no agro e ajudar negócios com potencial de crescimento foi primordial para, em 2021, a realização – ainda que de forma virtual – da Agrifutura, evento destinado à avaliação de startups agro, agtechs, foodtechs, biotechs e fintechs. A segunda edição, desta vez presencial, ocorreu nos dias 12 e 13 de março nos jardins do Instituto Biológico, na capital paulista, dando à Brasil Agritest, o prêmio na categoria MVP (Produto Mínimo Viável) com o sistema digital e automatizado para controle de qualidade de grãos de soja, desenvolvido em parceria com a Embrapa Instrumentação (São Carlos, SP).
Organizado pela Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo em parceria com a Agência Paulista de Tecnologia dos Agronegócios (APTA), o evento contou com 101 startups inscritas, sendo 50 selecionadas para apresentar as ideias e inovações em pitches de cinco minutos, julgados por uma comissão formada por especialistas da área e por um grupo de jornalistas especializados em agronegócio.

Além da Brasil Agritest na categoria MVP, foram premiadas as empresas Grão Brasil na categoria Ideação e a Britchis Lichias Brasileiras na categoria Tração e Escala. Pela apresentação de uma versão simplificada de um produto, a Brasil Agritest receberá uma mentoria do Instituto de Inovação Israelense INNA ImC – nova parceira do Agrifutura, que assinou um protocolo de intenções com a secretaria de agricultura para ações destinadas no desenvolvimento sustentável do agronegócio.
De acordo com Anielle Ranulfi, líder de Pesquisa & Desenvolvimento da Brasil Agritest, o diferencial do sistema é utilizar uma visão computacional, inteligência artificial e técnicas fotônicas para análise dos grãos de soja sem cortá-los, eliminando a subjetividade da classificação manual. “Isso faz com que a emissão dos laudos se tornem confiáveis, produzidos em tempo muito menor do que o método convencional e com critérios avaliados a partir da composição físico-química dos grãos”, explica.
Anielle conta que foi desenvolvido, também, um protótipo para ser validado em campo, e que agora a startup busca investimentos para viabilizar essa etapa na esperança que o sistema seja utilizado em larga escala. “Dos produtores até as certificadoras e as tradings, queremos que todos utilizem o nosso programa”, salienta ela.
Fonte: Embrapa e Forbes
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