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RS reforça comunicação para blindar avicultura da influenza aviária

18 de maio de 2023

Detecção precoce de casos da influenza suspeitos e ações rápidas são a chave para o êxito de programas sanitários, diz Seapi
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RS reforça comunicação para blindar avicultura da influenza aviária

Informação, orientação e educação estão no pacote de apostas do Rio Grande do Sul para potencializar as ações de prevenção da cadeia comercial da avicultura contra a Influenza Aviária de Alta Patogenicidade (H5N1). Juntos, a Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi) e a Associação Gaúcha de Avicultura (Asgav) reuniram veículos de imprensa para falar sobre as medidas preventivas e de enfrentamento à doença.

O titular da Seapi, Giovani Feltes, exaltou o controle rígido desenvolvido na parceria. Mas destacou que o momento é de atenção máxima por conta do avanço do vírus no Continente e a identificação de três casos em aves silvestres no Espírito Santo. “A situação atual coloca todos os atores em alerta e impõe a adoção de medidas de robustez no sistema de biossegurança. Felizmente, nossa estrutura tem funcionado muito bem, e o episódio do surgimento de um caso isolado de Doença de Aujeszky em suínos, no início do ano, foi um bom exemplo de que estamos atuando bem”.

A diretora do Departamento de Defesa Animal da secretaria, Rosane Collares, fez uma apresentação sobre a ação do vírus pelo mundo e a presença no continente americano, tendo sido registrada já em 16 países, alguns deles com forte impacto econômico por ter chegado a plantéis comerciais. Segundo ela, o trabalho das equipes de vigilância no campo é permanente e rigoroso. Mas a capacitação de profissionais de diferentes áreas para identificação de aves com suspeita da doença e orientação à população também vêm sendo feita.

A gripe aviária não é transmitida pelo consumo de carne de frango ou ovos. A preocupação é no sentido de impedir que um gesto leigo acabe por levar a doença, altamente contagiosa entre as aves, especialmente as aquáticas, ingresse nos plantéis ou infecte os humanos. Por isso, a orientação é não tocar ou recolher aves doentes ou mortas, pois o vírus fica presente em fezes e secreções respiratórias desses animais.

Considerada questão de soberania para o Brasil, a avicultura está presente em 239 mil propriedades rurais gaúchas registradas na Seapi. Comercialmente, são mais de 4,5 mil aviários para terminação de aves de corte, além de 376 propriedades que se dedicam à reprodução e 291 à postura de ovos.

Ações conjuntas com a Emater, a Embrapa, as Federações das Associações de Municípios (Famurs) e dos Trabalhadores na Agricultura no Rio Grande do Sul (Fetag), entre outras entidades, além de diversos fóruns de debates e confecção de material educativo amplificam o esforço de proteção ao sistema. “Impedir a entrada do vírus no Rio Grande do Sul é impossível. Mas é nossa atribuição a detecção precoce de casos suspeitos e ações rápidas para isolar o entorno e resguardar a cadeia. Essa é a chave do êxito de programas sanitários”, diz Rosane.

Detecção em aves silvestres não afeta status sanitário dos plantéis comerciais

A coordenadora do Programa Estadual de Sanidade Avícola, Ananda Paula Kowalski, ressaltou que a identificação de casos em aves silvestres não altera a condição sanitária brasileira no mercado internacional. Mas, se houver caso em alguma estrutura comercial de qualquer ponto do País, todo o sistema é afetado.

Porém, pela posição do Brasil no fornecimento global de carne de frango, a negociação com os países importadores se dá individualmente. Nesse caso, a expectativa do setor é de que nada mude, exceto o isolamento da área onde for detectado o foco e a eliminação do mesmo, além do cumprimento de um período mínimo de 28 dias para desinfecção da granja para o comércio de produtos avícolas, conforme código da Organização Mundial de Saúde Animal (Omsa).

“Já houve uma proposta da criação de um cinturão sanitário na Região Sul, que concentra 70% da avicultura comercial brasileira. Mas essa é uma questão que depende do Ministério da Agricultura, e não houve avanços, por enquanto. Mas acreditamos que a Omsa deva rever seus códigos em relação ao comércio internacional, justamente por conta do risco de desabastecimento global, preservando o status de regiões não afetadas”, analisou o diretor executivo da Asgav, José Eduardo dos Santos.

A entidade não tem estimativa sobre o impacto econômico de um eventual embargo nas exportações, uma vez que as negociações se dão de forma bilateral entre os países. Além do mais, são poucas as nações cujos contratos para importação de produtos avícolas brasileiros referem a ocorrência de Influenza Aviária como condicionante. “Mas, evidentemente, trabalhamos com previsibilidade e, se acontecer, faremos um redirecionamento dos produtos. Por ser uma atividade de ciclo dinâmico, também pode ocorrer uma redução no fluxo de produção”, concluiu o dirigente. 

Por Jornal do Comércio

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