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Rota de Aprendizagem de Caprinos e Ovinos no Semiárido faz percurso no PE, PI e PB

25 de agosto de 2022

Um grupo de pessoas participou da Rota de Aprendizagem de Caprinos e Ovinos promovida pela Embrapa em parceria com outras entidades
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Rota de Aprendizagem de Caprinos e Ovinos no Semiárido faz percurso no PE, PI e PB
Um grupo de 25 representantes de instituições ligadas à caprinocultura e ovinocultura na região percorreu cerca de mil quilômetros – Foto: Rogério Vital

Um grupo de 25 representantes, entre jovens, mulheres e produtores, de instituições ligadas à caprinocultura e ovinocultura participou da Rota de Aprendizagem na Produção de Caprinos e Ovinos realizada no Semiárido, percorrendo oito municípios dos estados de Pernambuco, Piauí e Paraíba.

O grupo conheceu experiências em Petrolina (PE); Betânia do Piauí (PI); Serra Talhada e Sertânia (PE); Coxixola, Sumé e Cabaceiras (PB). O encerramento da programação foi em Campina Grande (PB) com discussão sobre os locais visitados, os conhecimentos adquiridos e quando cada participante identificou como poderá aplicar esses conhecimentos no seu local ou instituição de origem.  A escolha das instituições participantes foi baseada na atuação de cada uma nos respectivos estados, nas atividades de caprinocultura e ovinocultura.

A chefe-geral da Embrapa Caprinos e Ovinos, Ana Clara Cavalcante, explica que a rota de aprendizagem é um desejo que se tornou resultado do projeto realizado com os parceiros. “Ela serviu para mapearmos os desafios atuais enfrentados pelos produtores, associações, cooperativas e outros agentes importantes no setor produtivo. Conhecer essas dificuldades juntamente com os parceiros nos possibilita elaborar planos de ação para desenvolver soluções que voltam para serem validadas no campo”.

A Rota de Aprendizagem

A Rota de Aprendizagem é uma metodologia cujo objetivo é identificar experiências de sucesso que podem ser reproduzidas e/ou adaptadas em outras localidades. Neste caso, foi promovida pela Embrapa Caprinos e Ovinos, Projeto Dom Helder Câmara, Projeto Adaptando Conhecimento para Agricultura Sustentável e Acesso ao Mercado (AKSAAM) e Fundo Internacional de Desenvolvimento Agrícola (FIDA) para estimular o intercâmbio de conhecimentos e contribuir para o desenvolvimento sustentável do Semiárido brasileiro.

A rota de aprendizagem é uma metodologia já utilizada em outras experiências relacionadas à caprinocultura e ovinocultura no Semiárido brasileiro.  Esta edição foi dividida em dois momentos: produção de carne e produção de leite. Foram visitadas unidades demonstrativas, onde pequenos agricultores são referência. Os participantes puderam conversar com eles e compreender como estão trabalhando os diferentes aspectos da produção de caprinos e ovinos.  Nas visitas aos frigoríficos, laticínios e ao curtume industrial, foi possível discutir os desafios e oportunidades.

“O diferencial da metodologia é criar o ambiente propício para o intercâmbio de conhecimentos e a gente espera que as experiências visitadas deixem uma sementinha nos participantes para que possam adaptar e, na medida do possível, replicar nos contextos onde estão”, afirma Julio Worman, analista de programas do FIDA, que acompanhou todo o percurso. “É uma metodologia rica pela diversidade de participantes e instituições envolvidas e a ideia é que possa receber, no futuro, participantes de outros países da América Latina e da África”.

Cândido Roberto de Araújo é criador de caprinos e ovinos  e responsável pela Capricon, que recebeu a visita dos participantes da rota. Ele afirma que a troca de experiência é muito importante pela possibilidade de iniciar relacionamentos com pessoas e formar laços que depois podem gerar novas parcerias.

Cícero Lucena, chefe adjunto de Transferência de Tecnologia da Embrapa Caprinos e Ovinos, destaca os desdobramentos da rota no trabalho de pesquisa. “Ir aos produtores, cooperativas, laticínios e curtumes para conhecer a realidade é fundamental para que nossas pesquisas sigam alinhadas para atender às necessidades dos produtores”. Ele acredita no potencial do trabalho em rede que vem sendo feito e tem a expectativa de que a metodologia vire rotina, para acompanhar a evolução nos territórios e fazer possíveis redirecionamentos.

Fonte: Embrapa Caprinos e Ovinos

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