Relatório da ONU alerta para risco maior de seca neste século

A escassez de água e a seca devem causar estragos em uma escala que rivalizará com a pandemia de Covid-19
Share on facebook
Share on twitter
Share on linkedin
Share on whatsapp
Relatório da ONU alerta para risco maior de seca neste século
Share on facebook
Share on twitter
Share on linkedin
Share on whatsapp
Áudio

Segundo um relatório da ONU divulgado na quinta-feira (17/06), as secas já desencadearam perdas econômicas de pelo menos 124 bilhões de dólares e atingiram mais de 1,5 bilhão de pessoas entre 1998 e 2017.   

A Organização das Nações Unidas expressa um verdadeiro alerta, apregoando que a escassez de água e a seca devem causar estragos em uma escala que rivalizará com a pandemia de covid-19, e os riscos aumentam rapidamente à medida que as temperaturas globais se elevam (Bruxelas – Thomson Reuters Foundation).  

“A seca está prestes a se tornar a próxima pandemia, e não existe vacina para curá-la”, disse Mami Mizutori, representante especial da ONU para redução de risco de desastres, em uma entrevista coletiva virtual antes da publicação do relatório. 

O aquecimento global intensifica secas no sul da Europa e no oeste da África, disse o relatório da ONU com “alguma confiança”, e o número de vítimas deve “crescer dramaticamente”, a menos que o mundo aja, disse Mizutori. 

Cerca de 130 países podem enfrentar um risco maior de seca neste século, segundo a projeção de emissões altas citada pela ONU. Outros 23 países sofrerão escassez de água por causa do crescimento populacional, e 38 nações serão afetadas por ambos, disse. 

A seca, assim como um vírus nesta pandemia, tende a durar muito tempo, ter um alcance geográfico amplo e causar danos em cadeia, expos Mizutori. “Ela pode afetar indiretamente países que não estão passando por uma seca através da insegurança alimentar e do aumento dos preços de alimentos”, explicou. 

A ONU antevê secas mais frequentes e severas na maior parte da África, nas Américas Central e do Sul, no centro da Ásia, no sul da Austrália, no sul da Europa, no México e nos Estados Unidos. 

Ibrahim Thiaw, secretário-executivo da Convenção das Nações Unidas para o Combate à Desertificação, disse à Thomson Reuters Foundation que a deterioração do solo, causada em parte pela administração de terras ruim, deixou o mundo perto de um “ponto sem retorno”. 

A ONU não tem pesquisado o efeito que a desertificação pode ter na migração interna dentro dos continentes, mas Thiaw disse que ela não é mais impensável, nem mesmo na Europa. 

Mais de 40% das importações agrícolas da União Europeia podem se tornar “altamente vulneráveis” à seca até a metade do século devido à mudança climática, de acordo com outro estudo publicado no periódico científico Nature Communications nesta semana. 

Fonte: Reuters 
Crédito da foto: Divulgação

Leia outras notícias no portal Mundo Agro Brasil

Relacionadas

Leia também