Raiva herbívora: produtores recebem alerta sanitário da Secretaria da Agricultura do RS

10 de junho de 2022

Após alguns munícipios gaúchos descobrirem focos identificados com a raiva dos herbívoros, há preocupação para que os produtores protejam seus animais
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Raiva herbívora produtores recebem alerta sanitário da Secretaria da Agricultura do RS
O alto número de focos registrados em 2022 motivou alerta sanitário – Foto: Divulgação/Seapdr

Um alerta sanitário para raiva dos herbívoros foi emitido na terça, 7, pela Secretaria da Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural (Seapdr) que está orientando os produtores rurais a vacinarem ou revacinarem seu rebanho para prevenir a doença. De janeiro até a primeira semana de junho deste ano foram registrados 39 focos em 20 municípios. Em todo o ano de 2021, foram notificados 48 focos em 21 municípios.

Os municípios com focos identificados neste ano são Barra do Ribeiro, Bossoroca, Caçapava do Sul, Caiçara, Candiota, Cerro Grande do Sul, Eldorado do Sul, Glorinha, Gravataí, Itacurubi, Muçum, Novo Hamburgo, Santa Margarida do Sul, Santiago, Santo Antônio das Missões, São Borja, São Gabriel, São Lourenço do Sul, São Sepé e Unistalda.

O coordenador do Programa de Controle de Raiva Herbívora da Secretaria da Agricultura, Wilson Hoffmeister faz um alerta sobre o problema. “Nós estamos esperando um grande aumento no número de focos no Rio Grande do Sul, por isso este alerta sanitário, para que os produtores tenham consciência da necessidade de proteger seus animais”.

Aumento de casos de raiva

De acordo com Wilson, o aumento de casos de raiva registrados neste primeiro semestre de 2022, embora seja uma progressão dos números registrados em 2021, foi motivado pelas condições climáticas desfavoráveis para as colônias dos morcegos hematófagos (aqueles que se alimentam exclusivamente de sangue), como extremos de temperatura no início do ano, com registro de queimadas no Nordeste da Argentina e na fronteira oeste gaúcha, e depois o excesso de chuvas. “Estes fatores podem causar muitas dificuldades para as populações dos morcegos, causando estresse nas colônias, o que pode evidenciar aumento de casos ou maior dispersão da doença entre suas populações”, destaca.

A orientação para os produtores rurais é de que, ao localizarem novos refúgios de morcegos-vampiros, não tentem capturá-los por conta própria. “Os produtores devem comunicar imediatamente a localização destes refúgios à Inspetoria ou ao Escritório de Defesa Agropecuária do seu município”, frisa.

A captura dos animais é realizada somente pelos Núcleos de Controle da Raiva do Estado, devidamente capacitados e vacinados contra a raiva. As equipes são acionadas pelas regionais da Secretaria da Agricultura sempre que houver laudo positivo para raiva em herbívoro ou se forem constatados altos índices de mordedura em animais de produção (como bovinos, equinos, ovinos e suínos) em determinada região.

Em 2021, foram emitidos dois alertas sanitários nos meses de junho e outubro. A raiva herbívora é transmitida pelo morcego hematófago Desmodus rotundus. Alguns esconderijos habituais destes morcegos são troncos ocos de árvores, cavernas, fendas de rochas, furnas, túneis, casas abandonadas, entre outros.

Para mais informações, acesse: https://www.agricultura.rs.gov.br/pncrh-rs

Fonte: Seapdr

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