Produtores de mandioca adiam vendas em busca de melhores preços

Entre os motivos da retração estão o elevado custo de produção e o tempo seco para extração da raiz, de acordo com a Conab
Share on whatsapp
Compartilhe no WhatsApp
Share on facebook
Share on linkedin
Share on email
Share on telegram
Entre os motivos da retração estão o elevado custo de produção e o tempo seco para extração da raiz, de acordo com a Conab
Áudio

Os produtores de raiz de mandioca estão retraídos. Mesmo diante da alta nos preços e a melhora no rendimento do amido, muitos se queixam dos elevados custos de produção e do tempo seco para extração da raiz e adiam ao máximo suas vendas. A análise é da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), que divulgou a conjuntura mensal do produto na última quinta-feira (20/05).

De acordo com o estudo, o atraso na comercialização do produto tem gerado problemas diretamente para as fecularias e farinheiras que, diante da melhora em seus mercados, têm dificuldades em conseguir a matéria-prima para ampliarem a produção. “As farinheiras, ao contrário das fecularias, que dispõem de demanda interna e externa e conseguem repassar boa parte do aumento de seus custos, estão sofrendo pressão nos preços e sacrificando margens para fechar negócios”, explica Fernando Motta, gerente de Produtos Agrícolas da Conab.

Com a produção de mandioca no país estimada em 18,7 milhões de toneladas para o ano de 2021, colhidas em uma área de 1,23 milhão de hectares, a conjuntura mostra ainda que o saldo da balança comercial do produto vem subindo a cada mês. Em abril, o superávit chegou a US$ 1,6 milhão. Com o dólar e a fécula tailandesa em alta, o interesse dos compradores internacionais pelo produto brasileiro tem aumentado.

No mercado interno, São Paulo foi o estado onde os preços da raiz mais subiram (16,99%) e atingiram o maior valor da região, cotados na última semana em uma média de R$ 458,23/t. No Paraná, a alta foi de 9,02%, com o preço médio de R$ 454,77/t, e no Mato Grosso do Sul o valor registrado chegou a R$ 448,50/t, alta de 8,38%, ambos no mesmo período.

No caso da região Nordeste, o clima se manteve bastante propício à produção da mandioca, o que gerou uma boa oferta do produto. Na Bahia, por exemplo, os preços caíram 1,96%, fechando o mês com a raiz cotada em média a R$ 320,94/t. No Pará, os preços também caíram 4,65%, encerrando com R$ 425,45/t.

Quanto aos preços da fécula, a demanda no mercado interno também tem garantido preços mais altos, sendo São Paulo também o que apresentou a maior alta (8,44%), com valor médio de R$ 2.606,87/t. No Mato Grosso do Sul o preço registrado na última semana foi R$ 2.470,59, alta de 7%. No Paraná, a elevação de 6,40% garantiu uma cotação de R$ 2.537,18/t.

Produção da mandioca – queda de 1,3% em relação a 2020

Em 2020, produção de mandioca no Brasil foi de 18,96 milhões de toneladas. Isso comparado aos dados deste ano (18,7 milhões de toneladas) representa 1,3% de queda. Houve uma redução de 3,39% na área plantada, levando a produtividade ao patamar de 15,19t/ha, frente à 14,95t/ha em 2020, crescimento de 1,62%.

Fonte: Companhia Nacional de Abastecimento (Conab)

Crédito da Foto: Divulgação /Canva

Leia outras notícias no portal Mundo Agro Brasil

Relacionadas

Veja também

Linhas de financiamento para investimento foram as mais procuradas no período com alta de 50%, em comparação com o plano safra anterior.
Intitulado de SONDA, a nova solução da empresa combate as principais plantas daninhas que afetam a produtividade na lavoura
Surpreendentemente, carnes fecham o mês de setembro com novo recorde na receita cambial proveniente de exportações de carne bovina.
O presidente institucional da Abramilho, Cesario Ramalho, avaliou, em entrevista para o “Valor”, o cenário para safra verão 2021/22.