Os valores da banana nanica subiram de forma significativa nas regiões produtoras no começo de julho (de 05 a 09/07), devido ao período de início de mês. Segundo colaboradores do Hortifruti/Cepea, os reajustes mais expressivos foram registrados no Semiárido, onde a qualidade dos cachos está maior frente à das regiões que estão com baixas temperaturas.
No Norte de Minas Gerais, a nanica de primeira qualidade foi vendida na média de R$ 1,39/kg, 48% superior à da semana anterior. No Vale do Ribeira (SP), houve relatos de chilling, escurecimento da casca, principalmente em áreas de baixada.
Assim, nessa praça paulista, a nanica foi comercializada por R$ 1,26/kg, avanço de 10% na mesma comparação.
Exportações da banana
Os primeiros quatro meses do ano foram positivos para a fruticultura brasileira. Entre janeiro e abril de 2021 o volume de exportações de frutas cresceu em 21,39%. Em valor, o aumento gerado pelas vendas é um pouco maior e chega a 23,22%, de acordo com dados do Boletim Prohort, de maio deste ano, pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).
Quanto à banana, as exportações somaram 34,01 mil toneladas, 5,13% menores em relação ao mesmo período de 2020, e o valor auferido foi US$ 12,06 milhões, maior 11,26% em relação à parcial do ano passado.
Mesmo com restrições ligadas a custos logísticos e barreiras sanitárias na Europa em meio à pandemia de Covid-19, que contribuíram para que as vendas externas fossem menores no 1º trimestre de 2021 em relação a 2020, as vendas externas ensaiaram uma recuperação, principalmente baseada na venda da nanica do Vale do Ribeira (SP).
Boa qualidade da fruta e a desvalorização cambial foram relevantes para a melhora. O Mercosul (principalmente Uruguai e Argentina) adquiriu maior relevância para o escoamento do produto.
Fonte: Cepea, Conab
Foto: Divulgação
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