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Preço de hortaliças e frutas têm alta de até 29%; veja outras variações de preços

16 de março de 2023

Os vilões da vez são a couve-flor e o mamão formosa. Em compensação, o preço do tomate longa vida caiu 16,5% e o da maçã brasileira 35%
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Preço de hortaliças e frutas têm alta de até 29%; veja outras variações de preços

O preço das principais frutas e hortaliças teve alta na Central de Abastecimento (Ceasa) da capital mineira. Entre as hortaliças, o destaque é a couve-flor que registrou um aumento de 29%. O repolho aumentou 19,5% e a abóbora moranga aumentou 19,6%.

Entre as frutas, o mamão formosa, que vem do norte do Espírito Santo e Sul da Bahia, teve alta de 29,5%. O preço da laranja pêra também subiu 8,8% e a melancia sofreu uma elevação de 5,6%.  

Segundo o chefe da seção de informações de mercado da Ceasa Minas, Ricardo Martins, o principal motivo é a chuva. “O atual período chuvoso começou em algumas regiões de Minas com um mês de antecedência, em setembro. Por conta disso, o impacto nas produções foi maior”, disse.

Mas também há notícias positivas. O preço do tomate longa vida caiu 16,5%. A batata inglesa registrou uma queda de 6,1%. A cebola amarela caiu 8,1%.  Entre as frutas, o abacate caiu 18,5%, banana prata caiu 13,2% e a maçã brasileira reduziu 35% nós últimos 30 dias.

Para o analista de Assistência Técnica e Gerencial do Sistema Faemg/Senar, João Thomaz Cruz Silva, essas oscilações nos preços das hortaliças e frutas são normais e estão ligadas a duas questões principais: cenário internacional dos preços de insumos, defensivos e fertilizantes, que ainda estão bastante instáveis e os eventos climáticos. 

“Por serem produtos sensíveis, as frutas e as hortaliças acabam “sofrendo” muito na época das chuvas ou de eventos climáticos atípicos, como o granizo e a geada. Então, os produtores que trabalham sem cultivo protegido acabam perdendo uma grande parcela da sua produção, o que diminui a oferta desses produtos no mercado e,  consequentemente, o preço acaba se elevando”, analisa. 

A boa notícia, segundo João, é que sempre é possível substituir por produtos similares como, por exemplo, trocar o alface pela couve ou acelga que tem uma resistência um pouco maior. “É importante procurar saber quais são os produtos da época porque, em geral, eles têm um preço um pouco mais em conta”.

Por Itatiaia

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