Pimenta-do-reino: a especiaria que gerou um novo negócio

Com a recepção de mais de 3 toneladas da especiaria de alguns sócios, a Cooperativa Agrária de Cafeicultores de São Gabriel (Cooabriel) se lançou no projeto piloto de armazenagem e comercialização de pimenta-do-reino.
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A Cooperativa Agrária de Cafeicultores de São Gabriel (Cooabriel) deu início a um novo negócio: a armazenagem e comercialização de pimenta-do-reino. O projeto teve início com a recepção de mais de 3 toneladas da especiaria de alguns sócios. O antigo armazém da cooperativa em Vila Valério é a base deste projeto piloto. 

Com cerca 60% dos seus mais de 6000 cooperados produzindo pimenta-do-reino, havia uma grande demanda para Cooabriel trabalhar com este produto. Esta iniciativa é mais um benefício que a cooperativa oferece aos seus sócios, que tinham muita dificuldade em manter a produção em segurança até o momento ideal da venda. 

“Agora, nossos sócios contam com um ambiente de confiança para armazenar também a pimenta. Para nós, trata-se de um negócio novo, mas acreditamos no potencial da produção e iremos buscar mercados que possam remunerar da melhor forma o nosso produtor”, disse o presidente da Cooabriel, Luiz Carlos Bastianello. 

A estrutura de Vila Valério está totalmente preparada para início das operações e representa a primeira unidade de pimenta-do-reino da cooperativa. A princípio, a recepção do grão será realizada somente nesta unidade piloto e o transporte da pimenta até este armazém deverá ser feito pelo cooperado. 

Para o sócio comercializar a pimenta na Cooperativa, o procedimento é o mesmo que é feito com o café. Ele comercializa o produto de acordo com sua necessidade, tanto presencialmente, quanto por telefone. A tabela de preço varia de acordo com a classificação por tipo de pimenta. 

De acordo com o gerente corporativo de mercado, Edimilson Calegari, o objetivo é trabalhar as vendas para a exportação direta. “Iremos buscar os mercados que melhor remuneram o produto do nosso cooperado. A pimenta é uma boa alternativa de diversificação e renda para os nossos produtores. Com a pimenta, eles terão a mesma assistência técnica e acompanhamento já praticados com o café”, finalizou. 

O Brasil e a pimenta-do-reino

Segundo a historiografia oficial, a pimenta-do-reino se confunde com a história do Brasil. Os portugueses estavam a caminho das Índias para comercializar especiarias quando aportaram em terras americanas. Até hoje, trata-se de um dos condimentos mais usados em todo o mundo. 

O nome se deve ao fato de que, durante o período colonial, esse tempero vinha da metrópole. Séculos depois, a pimenta-do-reino se mantém como um item importante para a agricultura do Brasil, que ocupa o posto de terceiro maior produtor da especiaria no mundo. Em 2018, mais de 100 mil toneladas de pimenta foram produzidas no País, sobretudo no Pará, Espírito Santo e sul da Bahia. 

No início de 2020, os Estados Unidos, maior importador da pimenta brasileira na série histórica, diminuíram a demanda pelo produto em cerca de 10%. A Índia e as Filipinas também reduziram a compra, afetando o mercado de exportação do Brasil e de outros países. Por outro lado, a demanda cresceu em nações como Paquistão, Myanmar, Nepal, Emirados Árabes, Egito, Coreia do Sul e Alemanha. 

Fonte: Cooabriel 
Crédito da foto: Divulgação/Canva

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