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Pesquisas analisam vigor das sementes de soja

17 de janeiro de 2023

No Brasil, 55% das sementes de soja ainda apresentam vigor médio ou baixo segundo estudo da Embrapa
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Pesquisas analisam vigor das sementes de soja
Pesquisas destacam a relevância do vigor na semente para o aumento do desempenho das lavouras de soja Foto: Divulgação

Por décadas, a semente de soja foi considerada apenas um insumo, mais um item na agricultura. Entretanto, investimento em pesquisas por órgãos oficiais e iniciativa privada colocou a semente como peça-chave para o desempenho positivo da lavoura, já que nela foi identificada uma característica que aumenta, e muito, a produtividade: o vigor. Em média, uma lavoura com sementes de alto vigor tem ganhos de 10% a 15% em produtividade.

O dado faz parte de um levantamento do Dr. José de Barros França Neto, uma das maiores referências em soja no Brasil. França Neto é engenheiro agrônomo, Ph.D. em Agronomia/Tecnologia de Sementes e pesquisador da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) Soja há mais de 40 anos.

França identificou que 55% das sementes comercializadas no Brasil apresentam vigor médio ou baixo. O vigor é uma propriedade das sementes que determina o seu potencial para emergência rápida e uniforme e o desenvolvimento de plântulas normais sob uma ampla diversidade de condições ambientes.

“Qual é a vantagem de uma semente vigorosa? Mesmo com muita tecnologia aplicada, não é incomum o agricultor errar a profundidade da semente na hora do plantio. Uma semente de baixo vigor não irá vencer uma camada de solo de 6, 7 cm. Já a semente de alto vigor consegue vencer. Uma semente de alto vigor aguenta uma seca de dez dias, claro tratando ela com um fungicida adequado. Uma de baixo vigor em dois ou três dias deteriora”, explica o pesquisador França Neto.

Pela metodologia utilizada pelos pesquisadores da Embrapa Soja, uma semente considerada de vigor muito alto apresenta índice igual ou superior a 90%; alto, entre 85% a 89%; médio, entre 75% a 84%; e baixo, igual ou inferior a 74%.

“Uma semente com vigor promove um bom desempenho de germinação em uma situação normal, mas também em situações de estresse. Produz-se uma planta de alto desempenho agronômico, sistema radicular mais robusto e parte aérea com boa estrutura de produção”, afirma o especialista, que considera a semente uma matéria-prima, e não somente um insumo.

Além disso, sementes vigorosas têm o processo fotossintético mais cedo e eficiente, maior taxa de crescimento das plantas, maior acúmulo de matéria seca, plantas com maior área foliar e melhor sistema radicular, maior capacidade de produção de vagens e sementes e aumento do rendimento de grãos.

Sustentabilidade

Não é exagero afirmar que a melhoria do vigor das sementes de soja ao longo dos anos contribuiu para o agronegócio se estabeleça como uma atividade cada vez mais sustentável. O vigor é fundamental para a produtividade, que apresentou aumento ao longo das décadas, o que reduziu a necessidade de ampliação de área para produzir.

A produtividade média da soja na safra 1976/1977 era de 1.748 kg por hectare no Brasil. Já na safra 2020/2021 foi 3.525 kg por hectare, ou seja, dobrou a produtividade em quase 45 anos. Em área, passou de 7 milhões de hectares para quase 40 milhões e, em produção, de 12 milhões para 135 milhões de toneladas.

“Se nós estivéssemos com aquela produtividade antiga – para produzirmos os 135 milhões de toneladas precisaríamos de praticamente o dobro da área, quase 80 milhões de hectares. Então, economizamos, com aumento de produtividade, técnicas de produção e qualidade de sementes, praticamente 40  milhões de hectares”, destaca França Neto.

Vínculo entre vigor da semente e aumento da produtividade

Com mais de quatro décadas de história, a ATTO produz sementes de alta performance, sendo Uma das primeiras companhias a vincular o vigor da semente ao aumento da produtividade no campo foi a ATTO Sementes. Atuando no mercado há mais de quatro décadas, a empresa possui o IPA, índice exclusivo, calculado a partir de algoritmos, cruzando vários testes e baseado principalmente em vigor. Com o IPA, o agricultor aumenta sua probabilidade de atingir o estande desejado mesmo em situações extremas e sem a necessidade de testes de canteiros.

“O IPA foi criado para facilitar a vida do agricultor. Com ele, o agricultor não precisa fazer testes para regular suas plantadeiras e tem altíssima precisão no estande. Isso só foi possível devido aos altos índices de vigor entregues pela ATTO, nosso IPA médio nas últimas três safras é de aproximadamente 96% o que significa que de cada 100 sementes que entregamos, 96 se tornarão plantas de alta performance e produtividade”, afirma Marcelo Laurente, Diretor Comercial da companhia.

Há mais de 10 anos a ATTO faz um trabalho a campo na propriedade dos agricultores de todo Centro-Oeste, Norte e Nordeste com objetivo de demonstrar todos os benefícios que podem obter nesse investindo em sementes. Os resultados destes trabalhos permite afirmar que com isso o agricultor produz mais. Neste último ano, nos trabalhos de lado a lado, a semente da empresa produziu na média 3,1 sc/ha a mais do que a mesma cultivar da semente concorrente, este resultado é 53% superior ao resultado obtido nos 3 primeiros anos”, diz o diretor.

Situação climática

Apesar de uma perspectiva de produção positiva para a safra 22/23, clima ainda preocupa produtores. O último levantamento de safra da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), em dezembro de 2022, apontou para uma produção de 153,5 milhões de toneladas (volume recorde), ou seja, 22,2% ou 27,9 milhões de toneladas acima da safra anterior. Apesar desse cenário positivo, ainda há uma cautela dos produtores devido ao clima, pois, durante o plantio houve longos períodos com restrições hídricas e baixa umidade do solo na região Centro-Oeste e no Matopiba (Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia).

Essa situação já tinha sido antecipada por técnicos da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), que apontavam para oscilações do clima na parte centro/norte do Brasil.

No Centro-Oeste, a falta de chuva dificultou o plantio e a germinação da soja, desacelerando os trabalhos, em comparação à safra anterior. Vários agricultores tiveram que paralisar a semeadura, e mesmo com todo cuidado muitos ainda tiveram que replantar suas lavouras.

O replantio é algo que o agricultor evita ao máximo, pois, perde potencial produtivo, gera custos e perde janela de 2a safra, mas muitas vezes, mesmo com o uso de sementes de alto vigor ocorrem acidentes que geram esta necessidade.

O produtor Ismael Gorgen, do Tocantins, depois de uma seca agressiva perdeu 700 hectares, mas pode contar com o Protege. “Ele é ótimo, não tenho nem o que falar. A ATTO é a única empresa que faz isso, é bom demais”, contou.

Já Paulo Ricardo de Godoi, de Goiás, passou por uma situação inversa, com chuva pesada após o plantio. “O sistema Protege é uma ferramenta boa. O que me chamou a atenção foi a rapidez com que atenderam meu chamado”.

Fonte: Assessoria

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