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Pecuaristas registram ganho de produção com inserção de milheto na alimentação do gado

1 de agosto de 2023

Forrageira vem atendendo expectativa dos criadores nos três tipos de uso: pastejo, pré-secado e silagem
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Pecuaristas registram ganho de produção com inserção de milheto na alimentação do gado

O uso de milheto nos três tipos de uso para a pecuária (pastejo, pré-secado e silagem) vem surpreendendo os criadores de leite e carne que o adotam na alimentação. Segundo eles, a ótima aceitação pelos animais, rápido rebrote, elevado rendimento e aumento no resultado final foram algumas das constatações.

Produtores de leite revelam que chegam a ganhar 2,7 litros de leite por animal. Como é o caso do produtor de leite, João Siqueira, de Irani (SC).

Siqueira, que utiliza para pastejo, afirma que foi possível perceber um ganho de produção com o Valente. “Como trabalhamos com balde ao pé, diariamente fazemos a leitura de produção. Tivemos um aumento de 2,7 litros por animal, nosso plantel é pequeno e estávamos com 10 animais, tivemos 27 litros de ordenha a mais nele”.

Conforme ele, a variedade híbrida de milheto ADRF 6010 Valente, da Atto Sementes, “realmente entregou o prometido, muito satisfatória a experiência que tivemos com o Valente”.

Quem também utiliza é o produtor de leite Denilso Munhaes, de Santa Salete (SP). “A experiência foi totalmente positiva. Em 2020, quando plantei o ADRF 6010 Valente pela primeira vez, o material me surpreendeu”.

Gado de corte

Claudyano Gyan Andretta é de Bom Jesus do Oeste (SC) e trabalha com gado de corte. Ele destaca que usou o Valente para vacas de cria e novilhas de recria. “É o primeiro ano que usei ele, mas já tive um resultado muito bom. Tem dois principais benefícios: número de corte, em volume, e ganho de peso. Mas o ganho de peso não foi o principal. O melhor foi o aumento do número de animais por piquete. Elas ganharam mais peso, mas teve uma rotação maior de animais também”, conta.

Andretta explica que trabalha com piquetes rotacionados, em torno de sete a dez unidades. “A cada dois dias eu trocava de piquetes. Elas entravam, em média, com 60 a 80 cm, e saíam com uns 20 cm”.

Com propriedade em Anastácio (MS), Nelson Daividy Belotto utiliza o Valente em silagem para confinamento de gado de corte. Ele explicou que o custo do híbrido de milheto colhido foi muito próximo do que lhe foi passado. “Estamos contentes com isso”.

Tipos de uso

Trabalhos desenvolvidos pela Atto Sementes apontam que o ADRF 6010 Valente atende também como pré-secado pelo rápido estabelecimento, alto poder de perfilhamento e recomposição da planta, alta qualidade de fibra e digestibilidade.

Em pré-secado, o Valente produz por hectare de 10 a 15 bolas de 600 quilos por hectare. “O híbrido de milheto ADRF 6010 Valente atende como pré-secado por três características: adequado conteúdo de matéria seca (MS), nível de carboidratos solúveis em água (CSA) e poder tampão (PTp). Os níveis de MS são atingidos pelo processo da pré-secagem.

Os aspectos relacionados a CSA e PTp têm estreita relação com os níveis dos chamados carboidratos não fibrosos (CNF). As plantas forrageiras, em geral, apresentam CNF na ordem de 10% a 11%. Para gado de corte, algo em torno de 10% a 11% já seriam suficientes. Para vacas em lactação, 12% também é considerado bom. O ADRF 6010 alcança índices de 12% a 18%”, afirma Juca Matielo, diretor comercial da Atto Sementes.

Já em pastejo, o Valente tem longevidade de até 15 ciclos e maior produção de matéria verde. O seu uso na pecuária de leite, por exemplo, resulta na conversão de um quilo de matéria seca para 1,23 a 1,47 por litro.

Em silagem, ele apresenta alta digestibilidade pelos animais, resistência ao estresse hídrico e elevada produção de matéria natural no ciclo de 30 a 50 toneladas por hectare.

“Assim como pequeno produtor rural, também sou médico-veterinário e atendo algumas propriedades. Vou levar o Valente como trabalho, acredito que hoje seja o material que mais entrega em conversão alimentar e aguenta a quantidade de pastejo, vale cada centavo investido”, destaca o produtor João Siqueira.

Por Canal Rural

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