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Nanotecnologia aplicada ao agro é tema de palestra da Embrapa na Agrochemshow

14 de agosto de 2023

Revestimento comestível para frutas e hortaliças é um das pesquisas que serão abordadas pela Embrapa na palestra sobre nanotecnologia aplicada ao agro.
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Nanotecnologia aplicada ao agro é tema de palestra da Embrapa na Agrochemshow

Filmes e revestimentos comestíveis à base de frutas e hortaliças, liberação controlada de fertilizantes, extração de nanocelulose de diversas fibras vegetais. Estes são alguns dos resultados de pesquisas que José Manoel Marconcini, chefe-geral da Embrapa Instrumentação (São Carlos – SP), vai apresentar nesta segunda-feira, dia 14, às 10 horas, na 14ª edição da Agrochemshow. O evento é realizado no Expo Center Norte, São Paulo, até terça-feira (15), das 8 as 17 horas.

A Agrochemshow tem como objetivo divulgar o agro, compartilhar conhecimento técnico e regulatório e desenvolver parcerias comercias entre empresas estrangeiras e locais. Os organizadores estimam a participação de 500 visitantes da China, Índia, Japão, Europa, América Latina e Brasil da área de defensivos agrícolas e fertilizantes.

Oportunidade

A Embrapa Instrumentação participa pela primeira vez da Agrochemshow a convite de Flávio Hirata, organizador do evento pela AllierBrasil, junto com o Conselho Chinês para a Promoção do Comércio Internacional (CCPIT).

“Para a Embrapa Instrumentação é uma oportunidade de mostrar os avanços em nanotecnologia aplicada ao agro, visando futuras parcerias nessa fronteira do conhecimento, considerando o objetivo do evento de aproximar empresas inovadoras em diversos segmentos”, diz o chefe-geral.

Marconcini fará uma exposição sobre o perfil da Embrapa, atuação e relevância para o país antes de focar especificamente nos resultados de pesquisas em nanotecnologia para o agronegócio brasileiro, tema no qual a Embrapa Instrumentação, um dos 43 centros da Empresa, é pioneira.

Sede do Laboratório Nacional de Nanotecnologia aplicada ao Agronegócio (LNNA), a Embrapa Instrumentação atua em estreita parceria com a comunidade acadêmica brasileira e internacional, startups, spin-off e empresas nacionais, dentro do conceito de inovação aberta, para acelerar o desenvolvimento e a chegada da tecnologia ao mercado.

O LNNA é um dos oito laboratórios estratégicos integrado ao SisNANO (Sistema Nacional de Laboratórios em Nanotecnologia) do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), e a Rede Nacional de Nanotecnologia para o Agronegócio (Rede AgroNano).

Inovações Embrapa

Entre as pesquisas estão os estudos sobre fertilizantes de liberação controlada e revestimento comestível, como a nanoemulsão de cera de carnaúba que prolonga e preserva o tempo de frutas e hortaliças. A tecnologia, desenvolvida dentro do conceito de inovação aberta com a QGP/Tanquímica, já chegou aos mercados europeu e asiático, além do latino-americano, pelas mãos da multinacional AgroFresh, responsável pela distribuição e comercialização do produto.

O desenvolvimento de nanocelulose, tema de interesse mundial, é outra área de pesquisa e também foco da apresentação de Marconcini na palestra da Agrochemshow. Um delas aborda o uso de nanomateriais de celulose de palha de cana-de-açúcar para agregar valor a diferentes aplicações, um dos cinco trabalhos premiados no IV Workshop Brasileiro de Nanocelulose, sediado na semana passada pela Embrapa Instrumentação.

A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) estima a safra 20022/2023 em quase 600 milhões de toneladas de cana-de-açúcar, o que pode gerar uma quantidade significativa de subprodutos, como a palha da cana que tem alto teor de celulose.

A conversão da palha em nanocelulose pode ser uma alternativa promissora para agregar valor a esse fluxo secundário. O estudo está sendo desenvolvido em parceria entre a Embrapa Instrumentação e a Universidade Federal de São Carlos (UFSCar).

Por Embrapa

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