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Mulheres a campo: GPB Rosa fortalece a presença feminina na pecuária

Grupo conta, atualmente, com quase 100 mulheres que estão ligadas, direta ou indiretamente, com a cadeia produtiva de carne no país
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Grupo conta, atualmente, com quase 100 mulheres que estão ligadas, direta ou indiretamente, com a cadeia produtiva de carne no país

O GPB Rosa surgiu no ano de 2015, de forma despretensiosa, a partir de um churrasco entre as primeiras participantes femininas do Grupo Pecuária Brasil (GPB) – agremiação criada nas redes sociais entre produtores paulistas e que, atualmente, é uma entidade com estatuto e contrato social, representando os pecuaristas de todo o país. Na época, uma das integrantes, Erika Bannwart, percebeu que, apesar da predominância típica masculina, havia outras seis mulheres pecuaristas no grupo. Deste modo, resolveu convidá-las para uma confraternização em sua fazenda, em Pirajuí (SP), e foi daquele encontro entre apenas sete mulheres que nasceu o GPB Rosa a fim de fortalecer a presença feminina na pecuária.

“Ele [o grupo feminino] acabou sendo muito importante, porque, eu percebo, que as mulheres tem muita sede de conhecimento e para troca de informações. Contudo, no grupo dos homens, por elas serem novas no ramo, ficam intimidades de fazerem perguntas. Então, o GPB Rosa deu essa liberdade, que a gente fosse trocando informações e conhecimento”, pondera Erika Bannwart, que é quem está à frente do Grupo Pecuária Brasil Rosa.

Sendo assim, de sete mulheres, hoje, o grupo conta com quase 100 integrantes espalhadas pelos quatro cantos do país. Estas que promovem, diariamente, a troca de experiência e conhecimento, bem como criam um vínculo de amizade, que só tende a fortalecer os laços entre as mulheres do campo que, aliás, se apresentam em um perfil variado. Desde mulheres que estão, de fato, à frente da gestão de suas propriedades rurais até mesmo esposas e filhas de pecuaristas que estão em busca de adquirir novos conhecimentos sobre o setor.

“Algumas mulheres no grupo se sentiam só, mas agora elas veem que há outras como elas e isso nos dá força. Assim, nos unimos para promover muita troca de experiência, porque a mulher está vindo naturalmente e com muita velocidade para o agro. Eu nunca imaginei tanta mulher no agro quanto eu estou vendo agora, a mulherada está vendo que pode fazer um monte de coisa e não precisa ter força braçal para tocar uma fazenda”, enfatiza a pecuarista.

Diferencial da mulher no agro

Ainda de acordo com a presidente do GPB Rosa, o diferencial da mulher no agronegócio está, sem dúvida, na delicadeza, organização e refinamento com que lida com as suas atribuições diárias. Além disso, está no fato das mulheres buscarem mais capacitação para conduzirem melhor seus negócios e, consequentemente, de forma mais rentável.

“É bem interessante a abertura que as mulheres tem para buscar novas informações, tecnologias. Eu participo tanto de grupos de homens quanto de mulheres, mas as mulheres, naturalmente, conversam mais, e perguntam de tudo. Isso é uma troca fundamental dentro do nosso setor, porque a pecuária foi considerada por muito tempo uma classe desunida, fechada. Porém, a mulher veio trazer essa mudança que, certamente, irá beneficiar a todos”.

Paralelo a isso, outros temas acabam surgindo entre os trabalhos desempenhados pelas integrantes do GPB Rosa. Como, por exemplo, a preocupação com a imagem do agronegócio brasileiro, no país e no mundo. Principalmente, quando envolve o quesito educacional. “Uma de nossas preocupações é o que as escolas estão ensinando do agro para os alunos. Por isso, a mulherada está fazendo campanha, olhando o material escolar, se preocupando, de fato, com a imagem do agronegócio como um todo”, enfatiza.

Contudo, vale lembrar, antes de mais nada, que as mulheres pecuaristas não estão buscando disputar espaço com os homens no setor. Longe disso, como garante Erika. Na verdade, elas buscam compartilhar experiências e agregar valor ao agronegócio brasileiro como um todo. Para, assim, abrir definitivamente a porteira para a maior participação feminina, mostrando que mulheres estão, a cada dia mais, preparadas para atuar no campo e enfrentar os desafios do mercado e da sociedade.

Como participar?

Para participar do GPB Rosa, a presidente do grupo explica que o mesmo é feito somente através de indicação de alguma membra. “Tem que ter uma madrinha, bem como um vínculo com a pecuária. Daí a gente faz um cadastro, porque eu gosto de saber quem é quem, para não nos perdemos no meio das convidadas e, por fim, a incluímos em nossas nossas redes sociais para troca de informaões”, finaliza Erika Bannwart.

Sendo assim, para acompanhar as atividades do GPB Rosa, acesse: Instagram: @gpbrosa | Facebook: GPB Rosa