Situação das lavouras de grãos 2ª safra e a falta de chuvas

Conab destaca no Boletim de Monitoramento Agrícola as semeaduras, chuvas e consequências para as lavouras nas diversas regiões do país
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De acordo com análises do Boletim de Monitoramento Agrícola da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), elaborado com base nas condições observadas na primeira quinzena deste mês, o desenvolvimento das lavouras de grãos, da segunda safra, no Brasil está dependendo da regularidade das chuvas. 

Nas três primeiras semanas de maio, os maiores acumulados de chuvas ocorreram na região Norte, Nordeste e parte do Sul do País, favorecendo o início da semeadura do trigo no Paraná. Nas regiões Sudeste, Centro Oeste e parte do Estado do Paraná, as chuvas foram irregulares, mantendo a restrição hídrica para as lavouras de segunda safra. 

No Paraná

A Região Norte do Paraná foi a que plantou mais tarde no estado e sofreu com mais de 60 dias sem chuvas. Terá produtividade impactada, independente da época de plantio. O planejamento para próxima safra verão 21/22 também preocupa, já que o fim da colheita irá coincidir com começo do plantio da soja.  

No dia 11 de maio, o cenário indicava que o tempo seco e previsões indicando baixo volume de chuvas para as semanas seguintes estavam deixando triticultores brasileiros em alerta.

Segundo colaboradores do Cepea, “o clima desfavorável vem limitando a semeadura do cereal e prejudicando o início do desenvolvimento das lavouras já implantadas”. No Paraná, dados da Seab/Deral indicavam que as atividades de campo estavam ocorrendo em solo seco e somavam 6% da área esperada.

Ainda segundo a Secretaria, 70% das lavouras apresentavam condições médias, com emergência desuniforme e dificuldades na germinação. E as informações eram as de que no mercado do cereal, as negociações estavam lentas, refletindo a baixa disponibilidade e os preços elevados.  

Lavouras de grãos de segunda safra

No geral, o desenvolvimento das lavouras de segunda safra tem ocorrido sob condições favoráveis no principal estado produtor, Mato Grosso, e sob restrição hídrica no Mato Grosso do Sul, Paraná, São Paulo, parte de Goiás e Minas Gerais. 

Na maioria das regiões estão prevalecendo anomalias negativas do Índice de Vegetação (IV), com a evolução do índice em ascendência. Isso se deve, principalmente, ao atraso no início da semeadura e no desenvolvimento do milho segunda safra em parte do Centro-Oeste, Sudeste e Sul do país, e à restrição hídrica em alguns estados. 

Fonte: Conab/Seab/Deral
Crédito da foto: Divulgação/Canva

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