Hortaliças têm queda de preço devido ao aumento de ofertas

17 de junho de 2022

O Prohort divulgou as cotações de frutas e hortaliças com destaque para cenoura e batata; o novo quadro de oferta nacional deve permanecer no mercado até o final do ano
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Hortaliças têm queda de preço devido ao aumento de ofertas
Em algumas Ceasas, os preços já demonstram queda em junho, sobretudo pelo aumento das produções locais – Foto: topntp26/Freepik

Boas notícias para os consumidores brasileiros com as cotações das frutas e hortaliças avaliadas pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) em maio. Segundo o 6º Boletim do Programa Brasileiro de Modernização do Mercado Hortigranjeiro (Prohort), divulgado pela estatal na última quarta (15).

O movimento preponderante dos preços de hortaliças como alface, batata, cenoura e tomate foi de queda na maioria das Centrais de Abastecimento, o que se reverteu em preços mais baixos também nos mercados de alguns estados – como aponta o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) publicado no último dia 9 deste mês.

De acordo com o Boletim, o motivo dos valores mais em conta foi o aumento da oferta dessas hortaliças, sobretudo da batata, que ampliou em torno de 13% o volume disponível e pela primeira vez no ano apresentou queda de preços. O abastecimento dos mercados continuou a ser realizado pelos estados de Minas Gerais, Paraná e Bahia, com destaque para a oferta baiana, que aumentou 110% em relação a abril.

Queda em junho

Em algumas Ceasas, os preços já demonstram queda em junho, sobretudo pelo aumento das produções locais ou próximas a elas. No mercado de Juazeiro/BA, por exemplo, o preço médio do mês atual está 7% abaixo da média de maio. Na Ceasa/DF – Brasília, a cotação do tubérculo está 40% abaixo em relação a média de maio, influenciado pelo aumento da safra goiana, que se concentra na microrregião do Entorno de Brasília, sobretudo no município de Cristalina/GO.

O tomate apresentou reversão do movimento de alta graças ao aumento de cerca de 15% da oferta em quase todos os estados produtores, o que gerou uma contração significativa do preço final na maioria dos mercados analisados no último mês.

Destaque para as reduções de hortaliças em Vitória/ES (46%) e no Rio de Janeiro (39%), com preços médios de R$ 4,31 e R$ 4,46 o quilo. A cenoura também obteve quedas em percentuais acima de 40% em maio, depois da escalada de alta nos três primeiros meses do ano. A oferta elevada em 25% relativa a abril influenciou na baixa dos preços, principalmente em Brasília/DF (58%), com a cenoura vendida a R$ 3,94 em média, e em Curitiba/PR (53%), cotada em R$ 2,37/Kg.

Apesar dos bons preços na maioria das hortaliças, a cebola, com boa parte importada e oferta reduzida, manteve a tendência de alta em maio. Mas o mês de junho já sugere mudanças, uma vez que o novo quadro de oferta nacional deve permanecer no mercado até o final do ano e vem provocando uma baixa das cotações desde o início do mês na maioria dos mercados. Na Ceagesp/SP, a queda chega a 11% em relação à média de maio. Na Ceasa/AL a diminuição é de 25%, enquanto na CeasaMinas e na Ceasa/RJ o decréscimo é de quase 15%.

Frutas e hortaliças

O Boletim Prohort mostra ainda que no mês de maio, dentre as frutas analisadas, laranja e maçã não tiveram um comportamento uniforme, enquanto a banana, o mamão e a melancia tiveram tendência de queda. Com percentuais negativos em Brasília/DF (35%) e Recife/PE (19%), a banana foi vendida a R$ 3,64 e R$ 1,70 o quilo. Em relação ao mamão, as maiores quedas ocorreram em Brasília/DF (39%) e Goiânia/GO (19%), com preços médios de R$ 4,74 e R$ 3,47/Kg. Já a melancia ficou mais barata em Brasília/DF (34%) e Goiânia/GO (14%), vendida a R$ 1,58 e R$ 1,74/Kg.

As informações coletadas pela Conab no Boletim Prohort compõem uma base de dados considerada a maior e de maior alcance do país, com informações de 117 frutas e 123 hortaliças, somando mais de mil produtos e suas variedades.

O levantamento dos dados estatísticos que possibilitaram a análise deste mês foi realizado nas Centrais de Abastecimento localizadas em São Paulo/SP, Belo Horizonte/MG, Rio de Janeiro/RJ, Vitória/ES, Curitiba/PR, Goiânia/GO, Brasília/DF, Recife/PE, Fortaleza/CE e Rio Branco/AC.

Fonte: Conab

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