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Expectativa e a incerteza na formação de preço dos suínos

15 de fevereiro de 2023

O mercado de suínos vivos alcançou o patamar de preço de R$8,40.
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Expectativa e a incerteza na formação de preço dos suínos

Comparativamente com o ÚNICO intervalo que este patamar de preço foi alcançado, por  06 semanas seguidas, atingindo o preço máximo de R$9,50 entre outubro e novembro de 2020, temos alguns fatos e dados que favorecem os produtores de suínos no cenário atual:

Em 2020, os produtores fizeram a retenção ativa, ou seja, estocaram os animais nas granjas buscando aumentar os preços e elevaram o peso dos animais para 114,5kg (dados da plataforma BSEMG), o resultado foi desfavorável com sobreoferta de animais ofertados que culminou com a desvalorização do preço para estabilização no patamar de R$6,80 no primeiro trimestre de 2021 (o temido efeito chicote).

Avaliando o cenário de suínos

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Avaliando o cenário atual, temos alguns fatores que podem garantir a sustentação dos preços dos suínos no patamar atual como preço médio.

– A oferta atual é menor que a oferta de 2020 (validada pelo menor peso de abate dos animais).

– A demanda de 2023 é maior que a demanda de 2020 (consumo per capita elevou de 18,5kg para 20kg).

– A demanda ativa dos frigoríficos com a valorização da carcaça suína, resta consolidar o reajuste de repasse de seus cortes ( iremos testar o complexo binômio demanda  atual x preço atual).

– A manutenção dos atuais níveis de exportação de carne suína ( dependente do preço exportado e de fatores geopolíticos e sanitários globais, com foco central na PSA).

– O atendimento dos pedidos de cargas pela demanda atual com a estabilização dos pesos dos animais em patamares que diminuam a pressão de venda sobre os produtores (manutenção da liquidez das vendas).

– Os fatores acima são regidos por duas características que regem o humor do mercado, são elas:

A EXPECTATIVA que está diretamente relacionada com a euforia e o reajuste das cotações. 

E a INCERTEZA que é o efeito contrário traduzido pela depressão com aumento da oferta e/ou redução da demanda e consequente desvalorização do preço do suíno vivo.

O equilíbrio entre oferta dosada e demanda ativa tem sido determinantes no preço acordado nas últimas semanas com sucessivos reajustes.

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Fatos e dados: 

O fato: estamos atravessando pela demanda ativa dos frigoríficos.

O dado: a oferta de animais prontos para abate (disponível + aparente) está menor que todos os períodos analisados pós plataforma (após setembro/2017).

O reajuste de preço é regido pela escassez em cada elo da cadeia. 

A teia do mercado envolve as granjas, os frigoríficos, o atacado e o varejo. 

Neste contexto estão inseridas a especulação e a concorrência que serão testadas pela fidedignidade dos fatos e dos dados.

A complexa engrenagem do mercado de suínos vivos volta a girar em 2023.

Por Fernando Araújo, Diretor de Mercado da Assuvap

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