Enxofre e o seu papel dentro da estratégia nutricional de ruminantes

Em caso de deficiência de enxofre no organismo animal, pode ocorrer perda de peso e até acarretar em um quadro de anorexia, causando, portanto, sérios prejuízos à atividade pecuária

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O enxofre e o seu papel dentro da estratégia nutricional de ruminantes
No organismo animal o enxofre auxilia na fermentação do rúmen e aumenta o crescimento microbiano – Foto: Divulgação
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Para obter uma boa eficiência produtiva, os pecuaristas precisam ficar atentos com as demandas nutricionais do seu rebanho. Afinal, a produtividade de uma criação começa pela boca do animal. Dessa forma, é imprescindível a adoção de uma estratégia eficiente para melhorar o manejo nutricional e, assim, evitar prejuízos na atividade. Entre elas, uma amplamente usada pelos pecuaristas é a suplementação a base de enxofre.

Antes de abordar o papel deste elemento dentro da estratégia nutricional de ruminantes é importante esclarecer o que é, de fato, o enxofre. Trata-se de um macromineral importante na síntese de proteínas, já que os aminoácidos essenciais, como a cisteína e metionina, contêm este elemento em sua composição. Sendo assim, o enxofre é encontrado no organismo animal como constituinte de ossos, cartilagem, tendões e paredes dos vasos sanguíneos.

Outro ponto importante é que no organismo animal o enxofre auxilia na fermentação do rúmen e aumenta o crescimento microbiano. Dessa forma, potencializa a ruminação, ajudando na digestão. Diante de tais explicações, ficou evidente a necessidade do consumo de enxofre por parte dos ruminantes, não é mesmo?

A princípio, esse nutriente é fornecido aos rebanhos na forma orgânica através das pastagens, mas como a grande maioria dos terrenos brasileiros apresenta deficiência deste elemento, o enxofre passou a ser amplamente utilizado por pecuaristas dentro da estratégia nutricional de seus rebanhos. É o que explica Carlos Aparecido Ribeiro, proprietário da Agrocave. “O enxofre tem um papel muito importante na nutrição animal, não só de ruminantes, como também de equinos, suínos, aves e até em produtos pets. Afinal, atua na reprodução e construção de tecidos e células. Sem falar ainda que tem um custo/benefício muito interessante”.

Ribeiro ressalta que entre os sintomas de deficiência de enxofre no organismo animal estão a perda de peso e até quadros de anorexia, situações que todo produtor quer evitar dentro da sua atividade. “E é por conta desse valor nutricional, que quase todos os produtos da Agrocave (Núcleos, Premix e suplementos) têm em sua formulação enxofre, uns com uma concentração mais alta, outros mais baixa. Afinal, o enxofre é importante em todas as fases da vida dos animais”.

Para a fabricação de seus produtos à base de enxofre, a Agrocave busca adquirir a matéria-prima de uma empresa que é referência no mercado quando o assunto é o elemento. “Nós usamos o enxofre da Carbotex porque ele tem nos dado um excelente resultado, sempre com a mesma coloração, isso é muito importante no produto final. Por isso, a nossa parceria tem dado certo. Para ter um produto final de resultados, é muito importante trabalhar com matérias-primas com um padrão de qualidade”, acrescenta Ribeiro.

Entre as melhores fontes de enxofre disponíveis, estão o enxofre elementar ou “flor de enxofre”, o sulfato de sódio, o sulfato de cálcio, a DL-Metionina e o Hidróxido Análogo de Metionina.

enxofre da carbotex e destinado tanto para a agricultura quanto para a pecuaria
Enxofre da Carbotex é destinado tanto para a agricultura, quanto para a pecuária – Foto: Divulgação/Carbotex
Quando inserir o enxofre na estratégia nutricional da propriedade?

Com relação as indicações de uso do enxofre, o proprietário da Agrocave cita que varia para cada produto desenvolvido e para cada tipo de animal. “Mas é um produto muito seguro para o uso animal, não teria nenhuma contra indicação”.

Mesmo assim, ele explica que, normalmente, o uso do enxofre é aplicado em três situações dentro da estratégia nutricional de espécies de criação. Em primeiro lugar, já citado anteriormente, em caso de a pastagem apresentar deficiência do elemento. Outro uso indicado é em caso de dietas com silagem de milho ou cana com ureia e, por último, em caso de fornecimento de pastagem de sorgo.

Leandro Watanabe, zootecnista e gerente comercial da Carbotex, acrescenta que para bovinos a exigência varia de 0,1 e 0,2% de enxofre na dieta. No caso de os animais estarem recebendo ureia, o enxofre deve ser suplementado seguindo a medida de 12 partes de nitrogênio para uma de enxofre. “Considerando-se uma exigência média de 0,15% na dieta, um animal que pese 450 kg e que consuma 10 kg de matéria seca necessita receber diariamente 16g de flor de enxofre. Caso haja um excesso de enxofre e molibdênio na dieta, haverá aumento nas exigências nutricionais, principalmente de cobre”, finaliza.

Fonte: Natália de Oliveira/Assessoria de Imprensa Agrovenki
Crédito da foto: Divulgação/Carbotex

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