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Dia de Campo virtual dá dicas sobre manejo da cultura do arroz

O evento acontecerá online e mostrará a produção de São Mateus-MA com o que há de mais moderno no portfólio de cultivares de arroz da Embrapa, revitalizando o Projeto Salangô
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Áudio

No próximo dia 26 de abril, das 9h às 11h, produtores, técnicos, extensionistas produtores, professores, estudantes e demais interessados em rizicultura poderão assistir ao Dia de Campo virtual “Manejo da cultura de arroz de sequeiro favorecido no Maranhão”, evento realizado pela Embrapa Cocais e Secretaria de Estado da Agricultura, Pecuária e Pesca do Maranhão – Sagrima.

Programação

Palestra sobre as principais características das cultivares elites da Embrapa (pesquisador Guilherme Barbosa Abreu)

Palestra de Manejo da cultura do arroz de sequeiro favorecido (analista Carlos Santiago)

Palestra da Sagrima sobre o Projeto Salangô de todos nós – (engenheiro agrônomo Francisco Torres)

* Participam também do Dia de Campo virtual a chefe-geral da Embrapa Cocais, Maria de Lourdes Mendonça Santos, e o secretário da Sagrima, Sérgio Delmiro.

Vitrine tecnológica da Embrapa

Este ano, foi implantada em São Mateus-MA a primeira Unidade de Referência tecnológica – URT com as cultivares de arroz BRS A704, BRS A705, BRS A501 CL, BRS A502, BRS CATIANA e BRS PAMPEIRA, cultivares modernas e que fazem parte da “elite” de cultivares lançadas pela Embrapa e recomendas para variadas condições edafoclimáticas.

A iniciativa faz parte da primeira fase das ações estabelecidas pelo convênio de cooperação para fortalecimento da rizicultura do Maranhão, voltada para a revitalização do Projeto Salangô. Conta também com o apoio da Prefeitura Municipal de São Mateus. A cooperação deverá incluir posteriormente ações na área de fruticultura em Sistemas Agroflorestais – SAFs.

O Maranhão e as tecnologias

A Embrapa Cocais, em parceria com outras Unidades da Embrapa, instituições estaduais e municipais, universidades e ainda iniciativa privada, desenvolveu um projeto para alavancar a cadeia produtiva do arroz no Maranhão. Para isso, tem feito a transferência do conhecimento científico e tecnológico da Embrapa, especialmente de princípios e práticas agronômicas recomendadas para manejo integrado.

O motivo desta força-tarefa é que o Maranhão é o 1º estado produtor de arroz da Região Nordeste e o 5º produtor nacional, porém não é autossuficiente na produção deste cereal. Porém, é o Estado que tem grande potencial de desenvolvimento: áreas, solo, clima, além de ser o arroz um alimento tradicional no estado.

São tecnologias sustentáveis de manejo adaptadas à realidade do Maranhão que vêm promovendo a gradativa elevação da produtividade dessa cultura e melhoria da qualidade dos grãos produzidos. Denominada Lavoura de alta tecnologia – LavTec, o acesso a esse conhecimento científico e tecnológico passa pela construção de Unidades de Referência Tecnológica – URTs, instrumento que permite produtores e técnicos vivenciarem, na prática, os efeitos das tecnologias aplicadas.

As culturas são beneficiadas por arranjos de produção que englobam correção do solo, preparo de área, adubação equilibrada, espaçamento, densidade de semeadura, uso de cultivares mais adaptadas e rústicas, rotação de culturas, delineamento de cultivo, controle de plantas invasoras, manejo de pragas e doenças, colheita e pós-colheita.

Entre as cultivares de arroz recomendadas para as variadas condições edafoclimáticas do estado estão a BRS Pepita, BRS Monarca, BRS Sertaneja, BRS Esmeralda, BRS MA 357, BRS Catiana e BRS Pampeira. Esse conjunto de informações tecnológicas ajuda o produtor na tomada de decisão e promove o uso racional dos insumos com elevação da produtividade e da qualidade do arroz, com redução de custos e consequente melhoria da sua renda.

Consórcio Rotacionado

Já o Consórcio Rotacionado para Inovação na Agricultura Familiar – CRIAF É uma tecnologia que busca a diversificação da produção na propriedade do agricultor familiar e permite organizar a produção da família em faixas, separando as espécies cultivadas de forma que não haja competição entre elas por nutrientes, água, luz e espaço. Planta-se arroz, milho, feijão-caupi, mandioca e batata doce, com ênfase nas variedades em uso na região e incluindo variedades bioforticadas.

Além do consórcio, o sistema preconiza a rotação de culturas com uso de “safrinha”, prática que intensifica o uso da terra e maximiza o aproveitamento do período chuvoso. São repassadas a pequenos produtores técnicas de manejo do solo, manejo de pragas e doenças, fertilidade e arranjos espaciais, permitindo o uso mais eficiente da terra com sustentabilidade, conservação e manejo adequados do solo. A adoção do CRIAF propicia também a redução da carga de trabalho.

A transferência da tecnologia é feita diretamente nas comunidades rurais familiares por meio de Unidades de Referência Tecnológica – URTs e com a participação dos técnicos e produtores das regiões. O objetivo é a construção do conhecimento e a promoção do desenvolvimento regional pelo empoderamento dos atores locais envolvidos. O retorno social é a melhoria da produtividade, segurança alimentar e renda do pequeno produtor familiar. Em termos ambientais, ao incentivar o consórcio e a rotação de culturas, a tecnologia permite incremento na ciclagem de nutrientes, melhor e maior manutenção da biodiversidade, melhoria da conservação do solo, controle de ervas daninhas, manejo de pragas e doenças das culturas. Essa é a grande lógica do sistema: diversificar com sustentabilidade e aprender fazendo.

Fonte: Embrapa Cocais e Secretaria de Estado da Agricultura, Pecuária e Pesca do Maranhão – Sagrima