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Dá-lhe, porco: robô na pocilga ajuda produtor a ser eficiente em tempo real

1 de junho de 2023

Empresa brasileira de automação cria robôs inéditos com câmeras e sensores que cuidam da alimentação, saúde e bem-estar animal
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Dá-lhe, porco: robô na pocilga ajuda produtor a ser eficiente em tempo real

No lugar de um humano para monitorar granjas de suínos, a startup gaúcha Roboagro, com sede em Caxias do Sul, está propondo robôs para a tarefa. Entre terça-feira (30) e quinta-feira (1º de junho), a empresa está mostrando um equipamento robótico com essa função na Agriness Next, o principal evento de inovação, tecnologia e gestão para a produção animal​, que ocorre em Florianópolis (SC).

Atualmente, a empresa tem cerca de mil robôs operando nas granjas de suínos. A nova tecnologia é um avanço na qualidade do serviço prestado que responde a um dos principais gargalos da criação: a falta de mão de obra. Ao robô original, um sistema que apenas alimentava todos os animais com a mesma quantidade de ração, no final do ano passado, a Roboagro apresentou um upgrade para personalizar a dieta dos animais, por exemplo, entregando dois ou mais tipos de rações e medicamentos, de acordo com a quantidade e nutrientes necessários em cada baia.

Agora, por meio de câmeras e sensores acoplados, o robô ganha ainda mais funções remotas. Ele pode monitorar em tempo real o desenvolvimento, a engorda e o comportamento dos suínos na granja, no período de 120 dias que vai do pós-desmama até o abate.

Alimentar os animais corretamente, checar o conforto e monitorar a saúde dos suínos são ações fundamentais na fase de terminação. São elementos que contribuem para uma boa conversão alimentar – que significa o quanto um animal come para produzir um quilo de carne – e que constitui um dos pontos mais importantes a serem monitorados, já que o custo de alimentação pode chegar a até 80% dos custos dessa fase.

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Divulgação/Roboagro
Com o robô, produtor tem na palma da mão a gestão da pocilga


No ano passado, o VBP (Valor Bruto da Produção) de suínos no Brasil foi de R$ 31,9 bilhões. Foram abatidos 45,6 milhões de animais, que resultaram em 4,983 milhões de toneladas de carne e subprodutos comestíveis. Desse total, 77,5% da produção foi consumida no próprio país. Mas o peso do custo de produção pode deixar uma margem de lucro bem apertada ao produtor. Mas as tecnologias estão ajudando nessa tarefa.

“A nova tecnologia permite que a sanidade, o comportamento e o bem-estar animal sejam acompanhados durante o trato diário”, afirma Giovani Molin, CEO da Roboagro, empresa que tem como foco a suinocultura de precisão no Brasil. “Com base nos dados inseridos automaticamente na plataforma, o gestor da granja tem como tomar as melhores decisões sobre alimentação, medicação e abate dos suínos.”

Por Forbes

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