A atividade aconteceu na propriedade do produtor rural César Augusto Lana, na Rua José Natal Cugik, 1425, bairro Rio Novo. Lá a Epagri instalou uma Unidade de Referência Tecnológicas (URT) onde, em parceria com o agricultor, vem testando o comportamento da raiz no solo da região. Epagri vem testando comportamento da batata-doce no solo da Itajaí, em parceria com agricultor local.
Foram avaliados os cultivares Luiza (roxo) e Marina (amarelo), desenvolvidos pela Epagri, além da Beuregard (alaranjada), desenvolvida pela Embrapa e da Canadense (branca), cultivada historicamente pelos agricultores da região. O plantio aconteceu em outubro e colheita no início de fevereiro.
Segundo Antônio Henrique dos Santos, extensionista da Epagri em Itajaí e um dos coordenadores do evento, a Marina obteve o melhor rendimento na URT, com 45 toneladas por hectare (t/ha). Na sequência aparece a Canadense, com 43 t/ha e a Beuregard, com 32 t/ha. A Luiza, que não se adaptou ao solo, foi a menos produtiva, com apenas 11 t/ha.
Candida Elisa Manfio, pesquisadora da Estação Experimental da Epagri em Itajaí, conta que o solo é a principal exigência da batata-doce, que é uma planta rústica, que exige poucos insumos, o que garante um alimento mais limpo e mantém os custos de produção baixos.
De toda forma, a aplicação de tecnologia é sempre bem-vinda para aumento de produtividade e melhoria de outras características, motivo que faz a Epagri investir em pesquisas com a planta há anos, explica Candida.
Baixo índice glicêmico
Nos últimos anos a batata-doce caiu no gosto da população, especialmente do público que pratica atividades físicas. A pesquisadora da Epagri explica que um dos motivos para isso é o baixo índice glicêmico da hortaliça.
Diferente de outros alimentos, a batata-doce libera o açúcar e os carboidratos mais lentamente no organismo de quem consome, o que evita um pico glicêmico e garante saciedade num prazo mais longo.

Cores e características nutricionais da batata-doce
As batatas-doces coloridas também agregam nutrientes interessantes para o corpo humano, acrescenta a pesquisadora. As amarelas e alaranjadas são ricas em betacaroteno, que é uma das formas de se obter indiretamente vitamina A, além de acelerar o bronzeamento de quem se expõe ao sol. Já as roxas têm antioxidantes, substâncias que protegem as células contra os efeitos dos radicais livres produzidos pelo organismo.
Historicamente, as batatas-doces são cultivadas pelos agricultores familiares para consumo próprio, ou para alimentar animais. Mas, com a crescente popularização das suas qualidades nutricionais, ela vem ganhando mercado. O extensionista da Epagri conta que o dono da URT onde será realizado o evento já recebeu encomenda de restaurante alternativo, por exemplo.
Fonte: Epagri
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