Cuidados com as bezerras começam no pré-parto e seguem logo após o nascimento

Na fazenda leiteira, o ponto de partida está na reprodução das matrizes. É aí que se define a continuidade das novas gerações e o aumento da produtividade
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É necessário adotar medidas que garantam o sucesso da produtividade de bezerras, cuidando de sua segurança e desenvolvimento desde o momento pré-parto
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Todos que iniciam uma viagem gostariam de realizá-la da melhor maneira e mais tranquila possível. Estar na estrada certa é uma excelente escolha para um percurso seguro. Na fazenda leiteira, o ponto de partida está na reprodução das matrizes e, consequentemente, nos cuidados com as bezerras do pré-parto até o nascimento. É aí que se define a continuidade das novas gerações e o aumento da produtividade. Isso ocorre ainda melhor quando a saúde é presente. 

O investimento de recursos e tempo pode ser otimizado quando agimos de forma preventiva. Claro que haverá correções durante a trajetória, como no caso da diarreia e suas causas, prejudicando o desenvolvimento das bezerras. 

Assim, é necessário adotar medidas que garantam o sucesso da produtividade de bezerras, cuidando de sua segurança e desenvolvimento desde o momento pré-parto. Entre os fatores prévios ao nascimento dos animais, é importante: reforçar a adoção de programas vacinais para vacas na secagem, com reforço entre 21 e 30 dias anteriores ao parto, melhorando a qualidade do colostro e oferecendo maiores níveis nutricionais às bezerras.  

Importante não deixar de realizar a vacinação por conta de rebanhos pequenos e investir no cooperativismo para o compartilhamento de doses entre propriedades; oferecer durante o pré-parto dessas vacas alimentação equilibrada e conforto de cama e resfriamento – é necessário que a cama seja nova, com palha alta, em ambiente limpo, calmo e monitorado. 

Cuidados com as bezerras após o nascimento

Dado o nascimento, é imprescindível que produtores e equipe veterinária tomem os seguintes cuidados com as bezerras:

  • desobstruir as vias aéreas, tendo estímulos respiratórios reforçados, sendo secas e massageadas no sentido caudocranial;
  • fornecer colostro após a ordenha higienizada, avaliando sua qualidade (ideal de 50 mg/ml IgG – acima de 21°Brix), com volume mínimo de 3l a 5l nas primeiras seis horas após o parto;
  • realizar a cura do umbigo com solução iodada de 5% a 10% duas vezes ao dia por 4 dias e uma vez ao dia por mais 5 dias;
  • permanência de bezerras mais novas em locais protegidos do frio, contendo ventilação de 1m/s à altura de 1m da bezerra, permitindo a circulação do ar e evitando o vento direto;
  • fornecer camas com palha alta, seca e limpa, oferecendo proteção contra frio e lesões;
  • monitorar comportamento, nível de atenção e vitalidade, grau de hidratação, escore corporal, presença ou não de corrimento nasal, escore das fezes, presença de moscas, grau de lotação do setor, aferir amamentadores e distribuidores de sucedâneo ou leite;
  • fornecer sucedâneo lácteo (leite em pó) de excelente qualidade – atenção às pesagens para diluição e concentração correta em temperatura de 40°C;
  • disponibilizar água de boa qualidade para o consumo, realizando a limpeza de caixas d’água com maior frequência e avaliação periódica de sua qualidade. 
Biosseguridade

Entre os cuidados com as bezerras, é importante que também sejam adotadas medidas de biosseguridade, com realização de vazios sanitários, sanitização de baias, oferecendo estruturas que tenham fácil higienização, sanitização de botas e mãos de funcionários, restringindo o acesso de não trabalhadores do setor; sanitizar utensílios, como buchas, escovas, baldes, bebedouros e mamadeiras, mergulhando-os em soluções de hipoclorito de sódio, soluções com base de dimetil benzil amônia, dióxido de cloro ou com os novos produtos à base de peróxido de hidrogênio, como Hydrocare, da Auster Nutrição Animal, para desinfecção e limpeza. 

Embora todos os protocolos adotados visem diminuir a incidência de possíveis enfermidades, as bezerras continuam expostas às variações de transferência de imunidade passiva, mudanças ambientais ou de manejo, além de possíveis exposições a novos agentes biológicos ou agentes que antes estavam controlados – isso pode desencadear quadros de diarreia e provocar quadros de desidratação, tendo como ferramenta de apoio o oferecimento de hidratação via oral em quadros leves, com soluções com fonte de energia, capazes de repor eletrólitos e leveduras. 

Fonte: Mário Vidermann, médico veterinário e gerente de produtos da Auster Nutrição Animal
Crédito da foto: Divulgação/Auster Nutrição Animal

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