Cooperativa MasterLeite é criada por produtores após curso de FPR

Cooperativa MasterLeite produz, no momento, de 5 a 6 mil litros de leite por dia; já surgiram boas propostas que facilitam e reduzem os custos
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Cooperativa MasterLeite é criada por produtores após curso de FPR
Produtores de leite do sertão sergipano – Foto: Divulgação/Senar

Produtores de leite formaram a Cooperativa MasterLeite do Sertão Sergipano, após o curso de Formação Profissional Rural (FPR) de Associativismo e Cooperativismo realizado no mês de setembro pelo Senar Sergipe.

O curso teve duração de 5 dias, ao longo desse período, os produtores optaram pela criação da cooperativa. Segundo o presidente da cooperativa Master Leite, Carlos Sousa, já existia a vontade de fazer algo do tipo, muitos deles já foram assistidos pela Assistência Técnica e Gerencial do Senar, mas a qualificação sobre o cooperativismo e colaboração da instrutora Maria Oliva, fez com que eles decidissem, naquele momento, a criação da cooperativa.

“Há muito tempo tinha o sonho de juntar pessoas com o mesmo propósito, que é desenvolver a produção do leite aqui no sertão, porque de braços dados, podemos dividir a mesma carga e conversando com alguns produtores, encontramos aqueles que tinham o mesmo desejo, com o Senar isso foi possível”, ressaltou o presidente da Cooperativa, que ainda está em processo de oficialização.

Durante o curso, foi possível elaborar o estatuto, definir participantes, encaminhar ata para advogado, que se prontificou também gratuitamente a colaborar com o projeto. A cooperativa é um modelo de organização em que as pessoas com interesses em comum se reúnem para obter vantagens naquilo que não conseguiriam sozinhas. ”Falamos de competências interpessoais que fizeram com os produtores sentissem a importância de estarem unidos com o mesmo propósito”, explicou a instrutora Maria Oliva.

Números da Cooperativa MasterLeite

Os produtores da Cooperativa MasterLeite produzem juntos, no momento, de 5 a 6 mil litros de leite por dia e já surgiram boas propostas que facilitam e reduzem os custos, seja na compra de ração ou insumos para o gado leiteiro. “Em uma compra realizada em conjunto, tivemos a economia de 10 reais por saco de ração, no final foi uma economia de um salário mínimo e isso só foi conquistado com união”, revela satisfeito com a decisão do grupo.

O treinador de inteligência emocional, que presta serviços à Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), Erno Menezes, esteve em Sergipe para treinar os instrutores, tutores e técnicos de campo e reforçou durante as palestras como o associativismo e o cooperativismo são uma grande tendência para o agronegócio. “Quando fazemos compras de matéria prima ou insumos em conjunto com outras pessoas, é possível ter maior poder de barganha e isso torna o produto mais competitivo”, reforça.

Fonte: Senar

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