Search
Close this search box.

Conilon brasileiro volta a ser o mais competitivo do mercado e coloca país de volta ao jogo internacional

30 de junho de 2023

Restrição de oferta na Ásia justifica diferencial tão significativo e abre espaço de recuperação para o Brasil
Compartilhe no WhatsApp
Conilon brasileiro volta a ser o mais competitivo do mercado e coloca país de volta ao jogo internacional

Depois de um período perdendo certo espaço no mercado internacional, o cenário para o café conilon do Brasil deve começar a mudar nos próximos meses. Após uma baixa significativa nas exportações, o café conilon brasileiro volta a ser o mais competitivo do mercado. 

Segundo dados levantados por Fernando Maximiliano, da StoneX Brasil, diante dos problemas de oferta enfrentados na Ásia, o diferencial para os cafés do Vietnã, Índia e Indonésia avançaram de forma significativa, enquanto os valores para o café do Brasil ficou abaixo do negociado na Bolsa de Londres. 

Os números mostram que essa condição começou a mudar em maio. No último mês, o café vietnamita era negociado US$ 80 por tonelada acima da Bolsa, enquanto o da Indonésia ganhava mais de US$ 150 por tonelada. Neste mesmo período, o café do Brasil era negociado, pelo menos, US$ 130 por tonelada abaixo da Bolsa de Londres. 

No mês de junho, essa diferença passou a ser ainda mais significativa, apesar da leve recuperação nos diferenciais. O café do Vietnã está sendo negociado US$ 300 acima de Londres, o da Indonésia acima de US$ 250 por tonelada e o do Brasil se mantém mais de US$ 100 dólares abaixo. 

Para o analista, os preços podem refletir as exportações e o Brasil pode voltar a ganhar protagonismo na oferta deste tipo de café. “O Brasil vai ganhar espaço no mercado internacional. O Brasil volta a ser protagonista porque dentro das outras origens produtoras esses diferenciais estão firmes”, afirma Maximiliano. 

A StoneX estima a produção brasileira em 21.6 milhões de sacas, mantendo estabilidade em relação à temporada anterior. Já quando se fala nas demais origens, os números do USDA indicam que o cenário continuará sendo de oferta restrita. 

Para o USDA, o Vietnã poderá ter um incremento de 5% na produção no ciclo 22/23 com 31 milhões de sacas, considerando as boas condições climáticas observadas até aqui. A colheita no Vietnã começa em novembro. 

Ainda assim, a quebra na Indonésia será representativa, com o USDA estimando a produção de 23/24 em 9.7 milhões de sacas. O ciclo anterior foi de 11.28 milhões de sacas. 

“É importante levar em consideração que mesmo com a alta na produção do Vietnã o problema não será resolvido, podemos ver um ajustes nos preços, mas a condição de oferta restrita permanece porque o grande problema é a Indonésia”, comenta. 

Acrescenta ainda que apesar do espaço para o Brasil, as lavouras ainda não devem atingir todo potencial produtivo, respondendo por mais um ano às condições climáticas adversas. “Temos esse espaço, mas é importante ressaltar que esse cenário não pode ser analisado de forma isolada, precisamos considerar que qualquer impacto no arábica pode influenciar os negócios”, finaliza. 

Por Notícias Agrícolas

Leia outras notícias no portal Mundo Agro Brasil

Relacionadas

Veja também

Com 2,8 milhões de toneladas, o Brasil se posiciona como o maior exportador global de algodão, ultrapassando os Estados Unidos
Medida é para o enfrentamento das consequências sociais e econômicas decorrentes de eventos climáticos extremos no Rio Grande do Sul. O arroz será vendido ao consumidor pelo preço tabelado de R$ 4 por quilo
Projetos de lei que reduziriam a dependência brasileira da importação de fertilizantes, impulsionando a produção agropecuária sustentável e tornando o País mais competitivo.
Mestre de torra da Mokado Lab de Cafés, da capital federal, supera 23 concorrentes e representará o Brasil no mundial da categoria, em Copenhagen, na Dinamarca