It’s OK

Sobre expressões e seus significados, desafios e oportunidades na mudança de hábitos
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Ainda na escola, nossa professora de inglês nos contou a origem da sigla “OK”. Engraçado como lembramos de coisas, que aconteceram há muito tempo, como se fosse ontem. Era uma explicação à qual hoje daríamos o nome de “Story Telling”: as letras eram as iniciais do nome de um profissional que trabalhava nas docas, na Inglaterra, marcando os itens que haviam passado pelo seu crivo.

Consultando a internet, vemos que há várias possibilidades para a origem do termo, mas isso não me tira a lembrança romântica de minha infância, e de como, desde então, estava claro para mim que o termo era sinônimo de autêntico, adequado, que algo passou na verificação, estava liberado para seguir em frente em seu caminho.

Havia muitas expectativas com relação à COP26, banimentos foram atenuados, metas postergadas, mas o debate em torno das Mudanças Climáticas segue seu caminho. Após dois anos de profundos aprendizados individuais e coletivos, a pandemia está deixando o legado de darmos mais valor às pessoas, aos relacionamentos, às experiências, e menos às coisas, às posses.

Mas o passo seguinte aos aprendizados são as transformações de hábitos, atitudes. Como mudar sociedades, que vivem o privilégio de um Índice de Desenvolvimento Humano alto (na média!), reduzindo sua Pegada Ecológica (necessidade de recursos)? Como dizer aos que nunca consumiram, que terão que fazê-lo com mais parcimônia, em nome das gerações futuras, e, como vemos, de impactos no curto prazo também?

Em recente pesquisa “Vida Saudável e Sustentável 2021 – Um estudo global de percepções do consumidor” (https://akatu.org.br/conheca-os-resultados-publicos-da-pesquisa-vida-saudavel-e-sustentavel-2021/), do Instituto Akatu e GlobeScan, 86% dos brasileiros declaram desejar reduzir seu impacto individual sobre o meio ambiente e a natureza, contra 73% da média mundial.

Para este desejo se materializar, precisamos assegurar que informação de qualidade chegue à ponta, para orientar a tomada de decisão, de consumo.

“It’s alright to be lost sometimes” = tudo bem estarmos perdidos às vezes, como diz trecho da canção que minha filha está escutando. Uma canção de aprendizado, superação, esperança.

Estamos encerrando um ano extremamente desafiador, na perspectiva de um 2022 igualmente complexo, e porque deveria ser diferente, se não avançamos de maneira significativa, como humanidade? Então o “ok” assume outro significado: o de mediano. Não é ótimo, é ok, deu para passar de ano, seguimos em frente.

Meu desejo é que sigamos com sabedoria, tenhamos o cuidado de não cairmos nas intrigas, tentativas de irritar a gente e desviar de nosso caminho.

Sigamos com humildade e com a mente aberta a contribuições diferentes, das que já tínhamos no radar.
Se praticarmos esta atitude a partir do primeiro dia de 2022, chegaremos à COP27 com um espírito transformador de fato, e com a necessária consciência da responsabilidade que (todos!) temos!

Por Sonia Karin Chapman
Diretora Chapman Consulting

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