O AGRONEGÓCIO MAIS PERTO DE VOCÊ

Ciclo de Vida

Todos estamos mais conscientes de que não há respostas fáceis para os desafios globais.
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Fala-se em “novo normal”, mas como assegurar que este esteja orientado a um desenvolvimento sustentável?

Idealmente, deveríamos alcançar um maior desenvolvimento humano (IDH) com um uso adequado de recursos (Pegada Ecológica), que não comprometa a capacidade de regeneração do planeta. Qual país no mundo já alcançou isto? Nenhum! Isso nos coloca a todos na obrigação de revermos hábitos e a forma como tomamos decisões, seja na organização e/ou como cidadãos, no momento da compra. E foi diante desta constatação que se celebrou em 2015 o lançamento de 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, integrados e indivisíveis, detalhados em 169 metas. “Agenda 2030”, como também são chamados, por terem prazo para virarem realidade.

O agronegócio permeia todos eles, em razão de suas diversas funções: alimento, vestuário, embalagens, moveleiro, construção… Encontramos ali terreno fértil para temas conhecidos ao setor, como o papel das certificações, ou dos padrões, das mesas redondas da soja, pecuária, esforços de minimização de perdas e desperdício, pegada de carbono e hídrica, a discussão dos benefícios da produção orgânica e convencional… São impactos relevantes nos negócios, com maior ou menor grau de previsibilidade. Como transformar este protagonismo em oportunidades de diferenciação, de negócio?

Fundamental ter a orientação ao Ciclo de Vida, que considera todos os impactos, ao longo de todo o processo, de qualquer coisa: desde a extração de matérias-primas, o consumo de água, de energia, a fase de beneficiamento, do consumo/uso, o descarte ou reaproveitamento, e o início de um novo ciclo. Permeando tudo isso, o transporte, com suas emissões, transformações e impactos sociais.

Políticas públicas, como o RenovaBio e a Política Nacional de Resíduos Sólidos estão orientadas ao Ciclo de Vida, que tem uma Norma, para amparar cálculos concretos de impactos, comparativos, inclusive.

Há fontes de financiamento que privilegiam quem demonstra os benefícios de determinada inovação ou tecnologia, no Ciclo de Vida. Lei do Bem e Rota 2030 são alguns exemplos.

Vários atores do Agro adotam o conceito para fundamentar suas atividades, como o inpEV (Instituto Nacional de Processamento de Embalagens Vazias), por exemplo.

E como se aprende a pensar Ciclo de Vida? É simples:

  • Pergunte-se sempre: “Qual é a função (a utilidade, o objetivo) do que eu estou analisando?”
  • “Quais são as alternativas que atendem esta função?”
  • “Quão eficiente é cada alternativa no atendimento desta função?”
  • “Quais são os impactos ambientais, sociais e econômicos de cada alternativa, no Ciclo de Vida?”
  • “Há inovações?”
  • “Como EU posso contribuir no processo?”

“Quem mexeu no meu queijo?”, uma história simples, que descreve (re)ações distintas a um desafio comum. Diante do incômodo, você age, transforma, reinventa, ou espera tudo voltar ao “normal”?

Sonia Karin Chapman

Diretora Chapman Consulting