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Cebola disparou em 2022; entenda o motivo

27 de dezembro de 2022

Valor da cebola subiu 166% de janeiro até a metade de dezembro deste ano
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Cebola disparou em 2022; entenda o motivo
Plantação de cebola – Foto: CNA/Wenderson Araujo/Trilux

O preço da cebola disparou 166% entre janeiro e a metade de dezembro, levando a hortaliça para o primeiro lugar do ranking de produtos que mais encareceram em 2022, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

No campo, o preço pago ao produtor chegou a subir 259% e bateu recorde na série histórica do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea/Esalq-USP), iniciada em 2000.

No campo, o preço pago ao produtor chegou a subir 259% e bateu recorde na série histórica do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea/Esalq-USP), iniciada em 2000.

Essa disparada ocorreu porque os agricultores venderam menos cebola para os mercados e feiras neste ano. Quanto menor a oferta, maior são os preços. Isso aconteceu porque:

  • houve uma forte diminuição no plantio de cebola em São Paulo, Nordeste e Cerrado de Minas Gerais e Goiás. Juntas, as áreas plantadas desses locais encolheram 18% em relação a 2021, mostra um relatório do Cepea/Esalq-USP;
  • os agricultores reduziram o plantio porque tiveram prejuízos em 2021. Com a alta de preços neste ano, muitos conseguiram se recuperar;
  • produtor está gastando mais com insumos, como adubos e defensivos;
  • a safra do Sul, que é a principal região fornecedora, iniciou em novembro, mas sofreu com um frio atípico que aumentou doenças e dificultou a colheita, explica Marina Marangon, do Cepea.
  • Brasil reduziu a compra de cebola da União Europeia. O bloco restringiu vendas porque os agricultores da Espanha também diminuíram o plantio.

Qual a tendência da cebola para 2023?

  • Como os produtores de cebola estão com mais dinheiro para investir, a expectativa é de leve aumento da área plantada, o que pode fazer com que os preços sejam mais baixos em relação a 2022;
  • Se houver aumento da área plantada, o impacto na queda de preços deve acontecer depois de maio;
  • Problemas climáticos, contudo, podem manter preços altos.

Fonte: G1

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