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Cavalgadas pelo Brasil: Desafio com muito prazer

Expedição Velho Chico, que cruzou um dos mais importantes rios do Brasil, passou por seis estados e 521 municípios em 4 mil quilômetros de estrada e mais de cinco meses de cavalgada
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Percorrer regiões brasileiras a cavalo pode ser um grande desafio, mas o prazer envolvido sempre supera. Além de proporcionar uma experiência sem igual, as cavalgadas pelo Brasil quase sempre são caracterizadas pela exaltação de belos locais, paisagens e personagens da história do nosso país, ganhando mais pontos em conhecimento nacionalista.  

Um desses prazerosos desafios foi encarado no ano passado, com a ‘Expedição Velho Chico’, que iniciou no dia 04 de setembro, no Parque do Lago, em Dourado (SP), para que os cavalos e os cavaleiros percorressem toda a bacia do rio São Francisco, perfazendo um trajeto de quatro mil quilômetros por seis estados brasileiros. Cavalgada de longa duração, com mais de cinco meses de viagem.  

A comitiva foi composta pelos experientes cavaleiros Sebastião Malheiro Neto, de 59 anos, e Pedro Luiz Aguiar, o Pedroca, de 88 anos. Esses dois nomes podem ser considerados como referência quando se trata de cavalgadas. São tantas histórias no lombo dos cavalos que dariam conteúdo a dezenas de livros. Uma das mais emblemáticas viagens durou três anos, de 1991 a 1993, com mais de 14 mil quilômetros de travessia – montaria que chegou a ser registrada no Livro de Recordes, Guinnes Book. Seu Pedro Aguiar dessa aventura que realizou de uma ponta a outra do país.  E houve também a Tropel Mangalarga 1400, que ocorreu no ano de 2011, percorrendo a distância de 1,4 mil quilômetros que separa as cidades de São Paulo (SP) e Brasília (DF). 

Aventura a cavalo 

Em sua primeira semana na estrada, Malheiro e Pedroca cruzaram a região norte do estado de São Paulo, passando por municípios como Araraquara, Ribeirão Preto, Pontal, Brodowski e Batatais. Em seguida, ingressaram em território mineiro com destino a Serra da Canastra, onde está localizada a nascente do rio São Francisco.  

A partir deste ponto, a comitiva percorreu a bacia do Velho Chico, como o rio é carinhosamente conhecido, atravessando os estados de Minas Gerais, Bahia e Pernambuco, com destino à sua foz, localizada na confluência com o oceano Atlântico, na divisa entre os estados de Alagoas e Sergipe.  

Os cavaleiros viajam com seis equinos da raça Mangalarga, cedidos por tradicionais criadores do estado de São Paulo. São eles: Olinda do Vassoural (Beatriz Biagi Becker), Jaguatirica da Bica (João Pacheco Galvão de França), Embalo Cava Colina (Francisco Diniz Junqueira Franco), Ifigênia RBV (Luis Augusto Opice), Bonita MAB (Sebastião Malheiro Neto) e Quimera de Dourado SM (Sebastião Malheiro Neto).   

 Cada cavaleiro se revezava entre dois animais ao longo do trajeto. Já os dois animais extras ficavam à disposição dos amigos que se interessavam em acompanhá-los por alguns trechos, nas muitas localidades visitadas ao longo da cavalgada. A expedição contou com o apoio oficial da Associação Brasileira de Criadores de Cavalos da Raça Mangalarga (ABCCRM).  

Sebastião Malheiro Neto e Pedro Luiz Aguiar – Foto: Divulgação
Cenário das cavalgadas pelo Brasil evidenciou o cavalo no Agronegócio 

Segundo Malheiro, além do prazer de cavalgar por uma das mais belas regiões do país, o projeto englobava uma série de importantes objetivos. “A expedição pretendia colocar as atividades hípicas em evidência para o público brasileiro, mostrando assim a relevância do segmento equestre para o agronegócio nacional, afinal, esse é um setor que movimenta uma cifra anual superior a R$ 16 bilhões e que gera mais de seiscentos mil empregos diretos, segundo dados da Câmara Setorial da Equideocultura do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa).” 

Malheiro ressaltou ainda que o projeto tinha a ideia de divulgar e popularizar as cavalgadas e raids equestres entre a população brasileira, mostrando que se trata de atividades acessíveis a pessoas de diferentes faixas etárias e distintos graus de habilidade. A iniciativa, além disso, teve a intenção de colocar de ressaltar as qualidades do cavalo Mangalarga, equino de origem brasileira que apresenta grande aptidão para as cavalgadas de longa duração, graças à sua rusticidade, resistência e, em especial, à sua marcha progressiva, cômoda e equilibrada.  

Outra meta do projeto se estendeu ao campo científico, já que a expedição contou com o apoio e a participação de veterinários, zootecnistas e outros profissionais, responsáveis por coletar dados de pesquisa para análise e posterior publicação de trabalho científico, abordando a fisiologia do exercício dos animais ao longo do evento. 

A cavalgada terminou em fevereiro de 2021, com a chegada da expedição à foz do rio São Francisco. 

Fonte: Agro Mais/Portal do Agronegócio 
Crédito das fotos: Divulgação

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