A Fundação Oswaldo Cruz (FIOCRUZ) afirmou em 11 de novembro que os dois casos suspeitos de mal da vaca louca em moradores da Baixada Fluminense não têm relação com consumo de carne. Segundo a fundação, os pacientes estão com suspeita da forma esporádica da Doença de Creutzfeldt-Jakob (DCJ) considerando os aspectos clínicos e radiológicos.
Segundo o Ministério da Saúde, a forma esporádica da DCJ não tem causa e fonte infecciosa conhecidas, nem se transmite de pessoa para pessoa. A forma relacionada ao consumo de carne – o que não foi o caso dos pacientes do Rio – é conhecida como vDCJ, uma variante. De acordo com especialistas, apesar da diferença entre as doenças, ambas são popularmente conhecidas como mal da vaca louca.
Os dois pacientes estão internados, em isolamento, no Instituto Nacional de Infectologia Evandro Chagas (INI/Fiocruz), em Manguinhos, na Zona Norte do Rio. Inicialmente, a Fiocruz falou que havia suspeita de encefalopatia espongiforme bovina, popularmente conhecida como ‘Doença da Vaca Louca’. A Secretaria Municipal de Saúde do Rio informou que um reside em Belford Roxo e o outro, em Duque de Caxias.
A Prefeitura de Caxias confirmou que há um cidadão da cidade monitorado, e a de Belford Roxo afirmou que não foi notificada. A Secretaria de Estado de Saúde afirmou que um dos pacientes é um homem de 55 anos, morador de Caxias, e que teve início dos sintomas em agosto desse ano. A notificação foi feita em 29 de outubro pelo INI, onde ele segue internado, e a investigação do caso foi encerrada pela vigilância municipal de Duque de Caxias como quadro de DCJ esporádico.
Segundo a Secretaria Municipal de Saúde de Caxias, o paciente apresentou sintomas de demência e ataxia (perda ou irregularidade da coordenação muscular). O outro caso, de acordo com a secretaria, é de uma mulher de 59 anos, com início dos sintomas em outubro e notificação feita na última terça-feira, 9 de novembro.
Nota oficial do MAPA
O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) esclarece que os casos de doenças neurodegenerativas investigados pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), conforme noticiado na imprensa, tratam-se de suspeitas da Doença de Creutzfeldt-Jakob (DCJ).
Desta forma, os casos suspeitos não têm relação com consumo de carne bovina. A maior incidência da doença ocorre de forma esporádica e tem causa e fonte infecciosas desconhecidas.
De acordo com informações disponíveis no site do Ministério da Saúde, entre os anos de 2005 e 2014, foram notificados, no Brasil, 603 casos suspeitos de DCJ. Desde que a vigilância da DCJ foi instituída no Brasil, nenhum caso da forma vDCJ foi confirmado. A vDCJ é uma variante da DCJ, associada ao consumo de carne bovina.
Crédito: Arquivo Mundo Agro Brasil – MAB
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