Batata: Geada reverte cenário do mercado e preço sobe no atacado

As perdas pelas geadas ainda estão sendo contabilizadas e, mesmo sem impactar a produção, produtores decidiram retardar a colheita e escalonar melhor a oferta

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Batata Geada reverte cenário do mercado e preço sobe no atacado
Foto – Divulgação
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A tendência de queda nos preços da batata nesta temporada de inverno foi rompida devido à forte geada da semana passada. Entre os dias 19 e 23/07, a batata tipo ágata especial/saca de 50 kg ficou em R$ 67,41 (+13,38%) em São Paulo (SP), em R$ 68,28 (+25,4%) no Rio de Janeiro (RJ) e em R$ 61,78 (+9,32%) em Belo Horizonte (MG).

Mesmo sem impactar na produção dos tubérculos já formados, produtores decidiram retardar a colheita e escalonar melhor a oferta, já que dentro de algumas semanas haverá uma redução grande do que será produzido, em função das perdas que ocorreram com a geada.

Produtores ainda estão quantificando as perdas, o que será fundamental para ditar o rumo do mercado nas próximas semanas. Vale lembrar que, atualmente, a maior parte da produção do País está nos estados de SP e MG, que foram todas severamente atingidas.

De acordo com a cotação do Instituto de Economia Agrícola – IEA, em 26 de julho, a saca (50kg) da ágata lavada ficou em a R$ 99,22 (+2,42%); e a asterix lavada chegou a R$113,05 (+22,63%).

Você sabia que, atualmente, cerca de 1.500 produtores plantam batatas em 200 municípios e classificam a produção em 200 “lavadoras”. No Brasil, o plantio e a colheita ocorrem em todos os dias do ano.

A área total de 100.000 hectares anuais é destinada ao mercado fresco (65%), à indústria de chips (15%), à indústria de pré-fritas (12%) e à batata semente (8%).

As principais variedades plantadas são ágata (45%), asterix (15%), orquestra (13%), cúpido (7%), markies (6%), atlantic e FL (7%).

A variedade Camila da Embrapa, plantada em cerca de 300 hectares, despertou o interesse dos produtores de várias regiões.

A ocorrência dos principais problemas fitossanitários (pragas e doenças) nas regiões produtoras foi assim distribuída: pouca – Murchadeira, Crinivírus, Nematoide Pipoca, Vírus Y, Sarna Prateada, Spongospora e Mosca Branca e Mosca Branca; média – Sarna Comum, Nematoide de Pinta, Fusariose, Rizoctoniose, Traça e Tripes; alta – Canela Preta, Requeima, Pinta Preta, Bicho Mineiro e Larva Alfinete.

De acordo com a Associação Brasileira da Batata – ABBA, foram considerados como os principais problemas para produzir batatas, em ordem decrescente – novas áreas para plantar, variedades de melhor aptidão culinária, valor do arrendamento, disponibilidade de água para irrigação, custo de produção e qualidade da batata semente.

Para melhorar a situação da produção de batata no Brasil, as principais sugestões foram: viabilizar o aumento do consumo de batata brasileira e a introdução de novas variedades.

Fonte: HF Brasil, IEA, ABBA
Foto: Divulgação

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