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Banana nanica e o escoamento

A colheita da variedade vai avançando aos poucos no Vale do Ribeira e os preços baixam para melhorar o escoamento
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Aos poucos, o ritmo de colheita da banana nanica avançou no Vale do Ribeira (SP) na semana (22 a 26/03) e deve continuar nas próximas semanas. Segundo colaboradores do Hortifruti/Cepea, este cenário levou produtores a baixarem os preços no período para tentar melhorar o escoamento da variedade. Houve queda de 5% para a nanica de primeira qualidade frente à semana anterior, sendo vendida na média de R$ 1,45/kg.

Além disso, a demanda esteve enfraquecida diante do fim de mês e das maiores restrições para conter o avanço da covid-19 na maioria dos municípios – o ocorrido levou ao menor volume destinado aos grandes centros consumidores, sobretudo às feiras livres, e até ao cancelamento de cargas, de acordo com produtores.

Para a próxima semana, produtores esperam que o avanço da colheita de nanica, mesmo que lento, e as restrições no comércio continuem pressionando as cotações.

Curiosidades sobre a origem da banana

Você sabia que a palavra banana é originária das línguas serra-leonesa e liberiana (costa ocidental da África), a qual foi simplesmente incorporada pelos portugueses à sua língua?

Não se pode indicar com exatidão a origem da bananeira, pois ela se perde na mitologia grega e indiana. Atualmente admite-se que seja oriunda do Oriente, do sul da China ou da Indochina. Há referências da sua presença na Índia, na Malásia e nas Filipinas, onde tem sido cultivada há mais de 4.000 anos. A história registra a antiguidade da cultura.

As sementes das bananeiras primitivas, que eram férteis, teriam tido 2 cm. Atualmente, em geral, são estéreis e se apresentam como pequenos pontos escuros localizados no eixo central da fruta.

De acordo com estudos, as bananeiras existem no Brasil desde antes do seu descobrimento. Quando Cabral aqui chegou, encontrou os indígenas comendo in natura bananas de um cultivar muito digestivo que supõe tratar-se do ‘Branca’ e outro, rico em amido, que precisava ser cozido antes do consumo, chamado de ‘Pacoba’, que deve ser o cultivar Pacova. A palavra pacoba, em guarani, significa banana. Com o decorrer do tempo, verificou-se que o ‘Branca’ predominava na região litorânea e o ‘Pacova’, na Amazônica.

O Vale do Ribeira, região do Estado de São Paulo, tem a banana como um dos principais recursos produtivos econômicos. Para determinar a ocupação dessa cultura (entre 1987 e 2017), um estudo avaliou a dinâmica de uso e ocupação da terra no município de Registro (SP), grande polo produtor de banana. “Os resultados mostraram que as áreas com essa cultura passaram de 5.568 hectares, o equivalente a 7,7% da área do município, para 7.556 hectares ou 10,7% da área do município”, relatou o pesquisador da Embrapa à época.

Existem cerca de 100 espécies de banana no mundo, porém, no Brasil as mais conhecidas são: Banana-nanica, Banana-prata, Banana-da-terra, Banana-maçã, Banana-de-São-Tomé, Banana-ouro, Banana-sapo. As bananas são atualmente cultivadas em praticamente todas as regiões tropicais do planeta.

Fonte: Cepea/HFBrasil/Pesquisa Agrovenki