Indicadores e analistas do Boi Gordo registram altas dos preços

Semana anterior terminou com preços elevados e na bolsa brasileira, a B3, os contratos futuros, novembro, mostravam valores de R$ 331,20 para R$ 332,00 por arroba
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O mercado físico de boi gordo registrou preços estáveis na quinta-feira, 10/06 e analista da Safras & Mercado já previa que os preços seguiriam firmes, com o ambiente de negócios ainda sugerindo reajustes dos valores no curto prazo. 

Durante a semana, no Centro-Oeste, o movimento de alta nos preços foi particularmente intenso, com frigoríficos tendo ainda dificuldades na composição de suas escalas de abate, posicionadas em média entre três e cinco dias úteis. “Os animais que cumprem os requisitos de exportação com destino ao mercado chinês ainda são negociados acima da referência média, carregando um ágio de até R$ 5, na comparação com animais destinados ao mercado doméstico”, pontuo a análise. 

A expectativa em torno da demanda doméstica de carne bovina, no entanto, se concentra no segundo semestre, com o avanço da vacinação da população contra a covid-19 e uma retomada mais consistente da atividade econômica 

Em São Paulo, Capital, a referência para a arroba do boi ficou em R$ 318, na modalidade a prazo, estável. Em Goiânia (GO), a arroba teve preço de R$ 302, ante R$ 301. Em Dourados (MS), a arroba foi indicada em R$ 309, estável. Em Cuiabá, o valor foi de R$ 308, ante R$ 307. Em Uberaba, Minas Gerais, preços a R$ 310 a arroba, estáveis. 

Na semana passada, no mercado atacadista, os preços da carne bovina ficaram estáveis. De acordo com analista da Safras & Mercado, o ambiente de negócios ainda sugere pela continuidade do movimento de alta, em linha com a boa reposição entre atacado e varejo no decorrer da primeira quinzena do mês. 

“A predileção do consumidor médio ainda recai sobre proteínas mais acessíveis, nesse contexto a carne de frango permanece como escolha prioritária”, comentou. 

Os preços da semana apontavam: corte traseiro R$ 20,75 o quilo; corte dianteiro R$ 17,50 o quilo, assim como a ponta de agulha. 

Já na sexta-feira, 11/06, o indicador do boi gordo do Cepea teve um dia de alta dos preços e voltou a se aproximar de R$ 320, máxima histórica da série. A cotação variou 0,47% em relação ao dia anterior e passou de R$ 315,85 para R$ 317,35 por arroba. Sendo assim, no acumulado do ano, o indicador valorizou 18,79%. Em 12 meses, os preços alcançaram 53,75% de alta. 

Na bolsa brasileira, a B3, os contratos futuros do boi gordo tiveram um dia de ligeira  recuperação das quedas dos últimos dias e avançaram. O ajuste do vencimento para junho passou de R$ 319,55 para R$ 319,75, do outubro subiu de R$ 330,90 para R$ 331,40 e do novembro, de R$ 331,20 para R$ 332,00 por arroba. 

Redução no abate de fêmeas 

Dados de abate divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), mostram redução na proporção do abate de vacas e novilhas sobre o volume total de animais abatidos. Um movimento inicia com os preços recordes dos animais de reposição, levando muitos pecuaristas a reforçar a retenção do rebanho de fêmeas nas fazendas brasileiras ao longo do ano passado e especialmente nestes primeiros meses de 2021.  

De janeiro a março de 2021, foram abatidas 2,411 milhões de fêmeas (vacas e novilhas), o menor volume para um primeiro trimestre desde 2003, quando somou apenas 1,93 milhão de cabeças.  

Pesquisadores do Cepea ressaltam que essas 2,411 milhões de cabeças de fêmeas abatidas no primeiro trimestre de 2021, por sua vez, correspondem a 36,75% do total de animais abatidos no período. Essa porcentagem também é a menor desde 2003, quando esteve em 36,27%. Quanto aos animais de reposição, dados do Cepea mostram que o bezerro (de 8 a 12 meses, em Mato Grosso do Sul) segue negociado acima dos R$ 3.000,00. 

Altas nas cotações de boi gordo em várias regiões do Brasil 

Apontamentos da Scot Consultoria registram estabilidade, com cotação do boi gordo fechando a semana em R$ 316 por arroba. Na sexta (11/06) o volume de negócios foi menor em São Paulo e os preços no mercado do boi gordo estão estáveis na comparação feita dia a dia. 

O boi, vaca e a novilha gordos estão sendo negociados em R$ 316,00/@, R$ 294,00/@, e R$ 309,00/@, nessa ordem, preços brutos e a prazo. 

No oeste do Maranhão, os frigoríficos encerraram a semana pagando R$ 3,00/@ a mais para boi e vaca gordos. Na região, o boi, vaca e novilha gordos estão cotados em R$ 295,00/@, R$ 270,00/@ e R$ 271,00/@, preços brutos e a prazo, respectivamente. 

No sul do Tocantins, alta de R$ 1,00/@ para todas as categorias. O boi, vaca e novilha gordos estão apregoados em R$ 300,00/@, R$ 291,00/@ e R$ 292,00/@, nas mesmas condições. 

O atacado de carne bovina com osso encerrou o último dia da semana com preços maiores para a carcaça do animal castrado, saindo de R$ 19,92/kg para R$ 20,33/ kg, alta de 2,1%. A carcaça do animal inteiro ficou praticamente estável frente ao dia anterior (10/6), variando negativamente 0,1%, saindo de R$ 19,04/kg para R$ 19,03/kg.  

Dentre as peças que registraram maior alta, destaca-se o traseiro 1×1 do animal castrado, que saiu de R$ 22,55/kg para R$ 23,10/kg, variação positiva de 2,1% no comparativo diário. 

Para reforçar todas as análises, informações do DBO Rural sobre o Boi Gordo noticiaram, em conformidade com apuração da Scot Consultoria no final da semana, mais uma rodada de alta nas cotações da arroba em praças importantes do paísNa comparação diária, a cotação do macho terminado avançou R$ 1/@ no mercado paulista, para R$ 316/@ (valor bruto e à vista).  

Entre as principais praças pecuárias do Brasil, foram registradas variações positivas da arroba em SP, MS, MT, GO, PR e MG, de acordo com dados da IHS. 

Fonte: Scot Consultoria, B3, Safras & Mercado 
Crédito da foto: Divulgação

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