A forte alta das cotações internacionais deu novo fôlego aos preços do arroz no mercado doméstico. “Com pouca oferta interna e com a possibilidade de continuar enviando bons volumes de arroz beneficiado e em especial quebrado) ao exterior, os vendedores nacionais voltaram a elevar suas pedidas, explica o analista a consultor de SAFRAS & Mercado“. Élcio Bento.
“Essa é a maior cotação desde 31 de janeiro de 2023”, lembra. Em comparação ao mesmo período do mês passado, acumula alta de 10,72%. Em relação à igual período do ano passado o aumento é de 17,56%.
Vendas Externas de Arroz
De acordo com dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), as vendas externas de arroz (base casca) chegam a 737,34 mil toneladas (março/julho). As importações acumuladas no período são de 523,35 mil toneladas.
“Com esse saldo comercial, considerando a produção de 10,366 milhões de toneladas, os estoques iniciais de 929 mil toneladas e o consumo interno de 10,7 milhões de toneladas, o estoque ao final do ciclo seria de apenas 384 mil toneladas”, estima Bento. Esses estoques atenderiam apenas 13 dias de consumo, o menor que se tem registro.
Como o recorte da temporada é feito em março e alguns estados já iniciam a colheita em meados de janeiro, mesmo com a expansão continental do país, não se pode afirmar, segundo o analista, que haveria alguma situação de desabastecimento.
Por Safras e Mercado
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