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Agronegócio vê aumento no ritmo de fusões e aquisições

31 de maio de 2023

Dados da consultoria Kroll apontam que já houve 17 transações no agronegócio neste ano, apenas nos meses entre janeiro e abril, com valores estimados em R$ 1 bilhão.
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Agronegócio vê aumento no ritmo de fusões e aquisições

A perspectiva de uma safra recorde está impulsionando o apetite de investidores por fusões e aquisições no agronegócio. Dados da consultoria Kroll apontam que já houve 17 transações no setor neste ano, apenas nos meses entre janeiro e abril, com valores estimados em R$ 1 bilhão.

Apenas como comparação, o mercado agro viu 25 fusões e aquisições de empresas em 2021 e 29 no ano passado, ou seja, os números parciais deste ano apontam para uma forte aceleração  O valor negociado até agora representa 3,8% das negociações totais, ante 1,5% em 2021 e 1,9% em 2022.

Há dois anos, o mercado viu negociações de tíquete alto que, de acordo com o mapeamento da empresa, superaram os R$ 5 bilhões. O número inclui a compra do total das ações da Radar, de terras agrícolas, pela Cosan (CSAN3) por quase R$ 1,5 bilhão e a aquisição da Insolo pela Terrus, por R$ 1,8 bilhão.

Neste ano, a negociação de valor mais elevado até agora foi realizada pela SLC Agrícola (SLCE3), que pagou R$ 470 milhões por um lote de 12,4 mil hectares de terra em São Desidério (BA). A companhia vem mantendo margens próximas de 40% e, como outros empreendimentos agrícolas, tem perspectivas positivas pela frente com os preços favoráveis na safra 2022/23.

Fusões e aquisições no agronegócio: o mercado de olho

Uma característica marcante das negociações mais recentes é a entrada de instituições financeiras que ainda não atuam no agronegócio, caso do grupo Pátria Investimentos, que, por meio de sua empresa, a Lavoro, comprou a Referência Agroinsumos, distribuidora de insumos que atua no Rio Grande do Sul, por valor não divulgado.

Empresas de grande porte, de modo geral, tem buscado se consolidar em seus setores de atuação e, ao mesmo tempo, adotar novos braços. A Camil, por exemplo, adquiriu no ano passado a fabricante de biscoitos Mabel, após comprar empresas nos segmentos de café e massas. 

Outra tendência é a aquisição de agtechs, startups de tecnologia do setor agrícola criadas para a prestação de serviços terceirizados. Por exemplo: o empresário Leonardo Maggi, da terceira geração da família que controla o grupo Amaggi, da qual faz parte do Conselho de Administração, adquiriu a FieldPro, empresa especializada em previsão do tempo.

Analistas apontam ainda o interesse maior de investidores estrangeiros que enxergam resiliência do setor dentro da economia brasileira e um forte potencial de crescimento de um setor que ano a ano amplia sua participação no PIB nacional.

Por Eu Quero Investir

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