O agronegócio, calcado na sustentabilidade e apoiado pela pesquisa com altos níveis de produtividade, foi um dos setores de maior contribuição para crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) do Mato Grosso do Sul nos últimos anos, gerando quase R$ 19 bilhões de riquezas ao Estado. A importância do setor que representa 17,10% de todo o PIB estadual que era de R$ 106 bilhões no último levantamento do IBGE (2019), foi destacada ontem pelo governador Reinaldo Azambuja durante a abertura da 2ª edição do Interagro.
O evento realizado pelo Sindicato Rural de Campo Grande, Rochedo e Corguinho – SRCG até na última sexta (10), debateu sobre pecuária de leite, corte, genética, agricultura e cooperativismo. “Nos últimos dez anos o agronegócio contribuiu muito para o crescimento da riqueza estadual. Todos os setores ajudaram, mas o agro foi essencial neste processo de fazer brotar oportunidades no campo”, salientou o governador.
Azambuja frisou que esse incremento no agronegócio só foi possível graças a adoção de ações concretas de políticas públicas do Governo do Estado, que incluem desde o investimento em tecnologia, incentivo da produção e proteção ao meio ambiente. “Fomos o Estado que mais cresceu na pandemia, vimos a pujança do desempenho da agropecuária. Tivemos anos difíceis em 2015, 2016. Já em 2019, 2020 e 2021 tivemos a pandemia. Mas mesmo assim a economia cresceu”, relembrou.

“Na agricultura saímos de 2,4 milhões de hectares cultivados em 2015 para 3,8 milhões em 2021. É um avanço exponencial e não desmatamos. Nós ocupamos as áreas de pastagens, incorporamos áreas produtivas”, salientou.
Meio Ambiente e agronegócio
Programas como os apresentados nesta semana na Agenda Verde que preveem a redução de gases de efeito estufa foram destacados pelo governador do Estado no evento. “Nesta semana falamos sobre a questão ambiental e apresentamos conquistas. As vezes ficamos acanhados e deixamos uma retórica mentirosa ser contada no mundo muitas vezes contaminar o ambiente”, disse.
Ainda, segundo o governador, quando foi apresentado o programa Estado Carbono Neutro, juntamente com a Semagro e o Mapa, houve também a apresentação do programa nacional de sustentabilidade e das cadeias produtivas do agronegócio. “Além de tudo isso, mostramos o nosso potencial em criar medidas eficientes na mitigação destes problemas”, destacou.
Ações para o Carbono Neutro
O governador ainda pontuou o protagonismo do Estado nestas ações que visam levar MS a Carbono Neutro em 2030. “Fiquei feliz quando vi uma artista de renome nacional dizer esta semana para que não copie o que os europeus e o que os americanos fizeram na questão ambiental porque eles acabaram com tudo do que tem lá. Em MS 33% das nossas áreas estão preservadas, intactas. E nós vamos ampliar de 3,8 milhões de hectares para 5 milhões de hectares plantados com soja e milho, sorgo e trigo nos próximos anos”, acrescentou.
O potencial das florestas que devem saltar em mais de 1 milhão de hectares em cinco anos no plantio do Estado também foi relembrado pelo governador. “Sairemos de 1,350 milhão de florestas plantadas para mais 2,3 milhões de hectares somente nos próximos cinco anos. Tudo pela chegada de grandes empreendimentos no Estado, gerando emprego, conhecimento e incorporando áreas degradadas de pastagens. Este é o agronegócio que movimenta a economia”, concluiu.
Fonte: Subcon
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