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Agricultura digital: conheça os avanços e os desafios no Brasil

14 de março de 2023

Agricultura digital é uma tendência mundial para elevar a produtividade da fabricação de alimentos
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Agricultura digital: conheça os avanços e os desafios no Brasil

A agricultura digital é um caminho sem volta e uma tendência mundial para aumentar a produtividade e a eficiência agrícola. As tecnologias ajudam agricultores a tomar decisões informadas sobre quando plantar, quando colher e como cuidar das lavouras.

Qualquer produtor pode adotar a agricultura digital na lavoura, independentemente do tamanho da plantação. Em 2020, 84% dos produtores agrícolas brasileiros já adotavam algum tipo de técnica digital na plantação, segundo um estudo realizado pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa).

As soluções incluem aplicativos para smartphone e sensores inteligentes instalados no campo. Além disso, a parceria entre startups do agronegócio (agtechs), instituições de pesquisa e universidades tem sido fundamental para a evolução das tecnologias e a disseminação do conhecimento.

O que é agricultura digital?

Homem com pele morena vestindo camisa xadrez azul e vermelha, chapéu branco de palha e segurando um tablet em frente a uma plantação hidropônica
Dispositivos móveis, como smartphones e tablets, ajudam a implementar soluções digitais na produção agrícola. (Fonte: Sorapong Chaipanya/Pexels/Reprodução)

A agricultura digital, ou agricultura 4.0, é uma abordagem tecnológica aplicada na produção agrícola para melhorar a eficiência, a rentabilidade e a sustentabilidade do setor por meio de coleta, análise e uso de dados em tempo real, com a ajuda de softwares na cadeia produtiva desde o plantio até a comercialização da safra.

Isso inclui o uso de tecnologias de informação como sensores, drones, sistemas de informação geográfica (SIG), inteligência artificial e robótica para monitorar e gerenciar as operações agrícolas, da preparação do solo à colheita, e de distribuição dos produtos.

Além disso, a agricultura digital permite aos agricultores monitorar de perto a qualidade e a quantidade de produção, reduzir desperdícios e usar os recursos de forma mais eficiente, o que ajuda a maximizar a rentabilidade e garantir a sustentabilidade.

Quais foram os avanços do agronegócio brasileiro?

Homem e mulher de jaleco branco em uma estufa com luz rosa, segurando um tablet com dados expostos nele
Tecnologias digitais e pesquisa científica contribuem para o monitoramento e a elevação da produtividade no campo. (Fonte: This is Engineering RAEng/Unsplash/Reprodução

As tecnologias foram aliadas fundamentais para que o Brasil deixasse de ser importador e se tornasse o maior produtor mundial de alimentos. Já é possível ver fazendas inteligentes nacionais, com inteligência artificial coletando e processando dados para gerenciar todos os processos em busca da melhoria da produção agrícola.

O GPS agrícola é uma inovação disponível desde os anos 1990 que ajuda a otimizar o trabalho no campo, evitando retrabalho e aumentando a economia. O sensoriamento remoto, por drones ou imagens de satélite, permite análise geográfica sem a presença humana.

Além de coletar dados climáticos e de solo, as ferramentas tecnológicas são utilizadas para prever a produção de culturas com base em dados climáticos e históricos, bem como aplicar fertilizantes, defensivos agrícolas e água de maneira mais precisa.

Principais desafios da adoção da agricultura digital

Mesmo com os avanços tecnológicos, a agricultura digital ainda tem muitos desafios no Brasil. Uma das maiores barreiras é a falta de infraestrutura no campo, já que as áreas rurais enfrentam acesso limitado a internet e energia.

Para ser eficaz, a agricultura digital precisa ser padronizada e interoperável em diferentes sistemas e tecnologias, em especial nos sistemas de produção agrícola existentes, mas muitos produtores ainda têm dificuldade de compreender e operar tecnologias avançadas.

A implantação da agricultura digital exige investimentos, o que pode ser um obstáculo principalmente para pequenos agricultores, que não dispõem de acesso amplo a financiamento, isenções e outras formas de estímulo financeiro.

Por Canal Agro

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