2022 já tem novo recorde da arroba do boi

Os frigoríficos abriram a semana com compradores ofertando mais pela arroba, agora negociada por R$ 350/@ para animais com padrão China, veja!
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2022 já tem novo recorde da arroba do boi
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O mercado inicia o ano com grande expectativa em torno dos preços da arroba pelo Brasil. Agora, passado o período de festas de fim de ano, os negócios no mercado brasileiro do boi gordo começam a ganhar ritmo nas praças pecuárias e o primeiro dia útil do ano, 3, já mostrou recorde de preço em algumas negociações na praça paulista.

Os frigoríficos abriram a semana com compradores ofertando mais pela arroba, agora negociada por R$ 350/@ para animais com padrão China. O cenário observado na pecuária brasileira ao longo de 2021 foi semelhante ao de 2020, com altas exportações – principalmente para a China – e baixa oferta de gado para abate, e esse fator deve continua a pressionar as cotações ao longo deste ano.

Com isso, os preços de todos os produtos da cadeia pecuária nacional bateram recordes nas respectivas séries. Já no início do ano de 2022 e as cotações do boi gordo no mercado físico seguem firmes. Com a demanda chinesa aquecida, as negociações concretizadas em São Paulo chegaram a atingir patamares de R$ 350,00/@ para àqueles animais destinados à China.

As negociações para bovinos até quatro dentes, o “boi China”, negócios seguem firmes com valores de até R$ 350,00/@. Segundo o app da Agrobrazil, os pecuaristas de São José do Rio Preto (SP), venderam seus lotes por R$ 350,00/@ com pagamento à vista e abate para o dia 11 de janeiro de 2022.

Em São Paulo, o valor médio para o animal terminado apresentou uma média geral a R$ 342,44/@, na segunda-feira (03/01), conforme dados informados no aplicativo da Agrobrazil. Já a praça de Goiás teve média de R$ 311,86/@, seguido por Mato Grosso Sul com valor de R$ 316,87@. E em Mato Grosso, a média fechou cotada a R$ 314,29/@.

O preço do Indicador do Boi Gordo/CEPEA, abriu o ano com leve recuo, ficando praticamente estável frente ao fechamento de 2021. Sendo assim, nesta segunda-feira, a arroba saltou de R$ 336,50/@ para o valor de R$ 334,50/@.

Segundo a Scot Consultoria, a procura por boiadas está firme e, passadas as festividades de fim de ano, os negócios tomaram força. Os compradores ativos abriram o dia ofertando R$ 3,00/@ a mais para o boi e novilha gordos frente à última quinta-feira, 30 de dezembro. Com isso, o boi gordo está apregoado em R$ 325,00/@, a vaca gorda em R$ 302,00/@ e a novilha gorda em R$ 320,00/@, preços brutos e a prazo.

De certa forma, relata a IHS, muitas unidades de abate não abriram preço nesta segunda-feira (3 de janeiro), pois preferiram avaliar os estoques e os resultados das vendas de carne bovina durante o período de feriado nacional.

Porém, as poucas unidades interessadas em comprar boiada gorda se depararam com um cenário de forte escassez de animais terminados e, por isso, tiveram que promover reajustes nos preços para fixação de novos negócios.

Mercado futuro

O Índice CEPEA/B3 para gado gordo iniciou 2021 em R $ 326,59 por arroba (15 quilos) – em média e em termos reais – atingindo o maior nível do ano em fevereiro, a R $ 333,96 (médias mensais foram deflacionadas pelo IGP- DI de novembro/21).

Nos meses seguintes, a média mensal do Índice CEPEA/B3 manteve-se firme, superior a R$ 300/arroba. Na B3, o contrato futuro do boi gordo com vencimento para jan/22, encerrou o dia cotado a R$ 343,80/@, com valorização de 0,60% no comparativo diário.

Custos na pecuária em 2022

Por fim, em relação aos custos da pecuária, os especialistas acreditam na continuidade dos aumentos nos preços dos insumos, dos animais de reposição e uma menor disponibilidade de animais.

O produtor rural conviverá com o alto custo dos fertilizantes, o que impactará o custo de produção do milho e da soja, afetando o preço da ração para suplementação. Em 2021, houve um aumento de mais de 100% nos custos com fertilizantes e defensivos para culturas como milho e soja.

O custo com animais de reposição, em virtude da tendência de alta no ciclo pecuário, também deverá impactar o custo final da terminação. As margens devem continuar apertadas em 2022. Faltarão vacas para abate e abastecimento do mercado interno e as indústrias buscarão bois, que estarão com a demanda aquecida no mercado externo e com a arroba valorizada.

Exportações em retomada

As exportações brasileiras de carne bovina (in natura), em 2021 foram superiores a 100 mil toneladas até setembro, quando os embarques bateram recorde, totalizando 187 mil toneladas. Por outro lado, em outubro e novembro, com a proibição chinesa, as vendas internacionais somaram 82 mil toneladas e 81,2 mil toneladas, respectivamente, os menores volumes desde junho de 2018, quando uma greve de caminhoneiros impediu que as mercadorias chegassem aos portos do país.

Segundo dados da Secex, entre janeiro e novembro, o Brasil exportou 1,43 milhão de toneladas de carne bovina in natura, 9,4% abaixo do registrado no mesmo período de 2020.

Consumo de carne preocupa

O avanço da vacinação e a retomada das economias globais, apesar da inflação mundial projetada, mantém uma perspectiva positiva para a pecuária em 2022, entretanto, a inflação e o desemprego deverão pressionar o consumo de carne bovina no Brasil, que representa 75% do total da produção total.

Já em relação ao consumo a pandemia provocou mudanças na mesa dos brasileiros, que reduziram o consumo de carne bovina para o menor nível em 25 anos. Entretanto, esse consumo se fortalecerá num futuro próximo. Esperamos um crescimento constante à medida que a renda e as preferências alimentares se expandam.

A tendência de premiumisation (percepção de mais saúde, qualidade e experiência) também será forte na carne bovina, gerando oportunidades para projetos de carne de qualidade e de marcas conceito.

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Fonte: Compre Rural

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